Blog Vislumbres do Humanitarismo

       [Arnaldo Sisson Filho]

 


 

            Posts nesse Blog:

 

06) Uma Bela Resposta de Cristóvam

05) Três Questões para Respostas Simples e Fáceis de Ler (09-jan-2007) [Marcus Carvalho]

04) Idéia de Formularem Questões Relacionadas com o Humanitarismo (08-jan-2007)

03)  Reconhecer os Arranjos e Rearranjos (01-jan-2007) [Contribuiu: Moema Alencar]

02) Solução Existe, É Rearranjar, com os Mesmos Elementos (01-jan-2007) [Contribuiu: Marly Winckler]

01) Objetivo desse Blog (04-dez-2006)

 


 

06) Uma Bela Resposta de Cristóvam

21 de janeiro, 2007

 

----- Original Message -----

From: grupo oca*svb (Márcia Lima)

To: undisclosed-recipients:

Sent: Sunday, January 21, 2007 11:15 AM

Subject: essa calou os americanos

 

ESSA CALOU OS AMERICANOS!!!

 

SHOW DO EX-MINISTRO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO NOS ESTADOS UNIDOS

 

Essa merece ser lida, afinal não é todo dia que um brasileiro dá um esculacho educadíssimo nos americanos!

 

Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos, o ex-governador do DF, ex-ministro da Educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.

 

O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro.

 

Esta foi a resposta do Sr.Cristóvam Buarque:

 

“De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.

 

“Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

 

“Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço.

 

“Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

 

“Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.

 

“Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

 

“Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada.

 

“Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

 

“Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

 

“Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.

 

“Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.

 

“Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!”

 

DIZEM QUE ESTA MATÉRIA NÃO FOI PUBLICADA, POR RAZÕES ÓBVIAS.

AJUDE A DIVULGÁ-LA

 

“Preservar a vida é garantia de PAZ”

 

 

 

Cara Márcia,

 

De fato, uma brilhante resposta.

 

Pena que o Cristóvam não ligue essa sua opinião com outras opiniões políticas que tem. Nossos melhores políticos, como esse exemplo, sofrem do que chamo de “esquizofrenia política”, ou seja, em um canto de sua mente pensam e defendem algo que não se harmoniza, que conflita com coisas que defendem em outro canto de suas mentes, como se estivessem delirando, fora da realidade, pois as duas coisas ao mesmo tempo, nesse mundo, não têm como se coadunarem. Exemplo típico: Lula, nossa autoridade maior, se dizendo marxista e cristão.

 

Então, nessa resposta Cristóvam, dizendo-se humanista, se mostra favorável a uma verdadeira internacionalização que contemplasse, de fato, as coisas mais importantes. Mas em sua prática política ele defende a democracia liberal, que é uma espécie de apoteose do espírito privatista nesse mundo. E assim caminha a humanidade...

 

E se esses são nossos melhores políticos, o que dizer dos demais?

 

Você já deu uma olhada na pequena obra “O Que Há de Errado com a Política?”? Se não, está em www.humanitarismo21.com na íntegra.

 

De qualquer modo, foi uma resposta brilhante.

 

Arnaldo Sisson Filho.

www.humanitarismo21.com

 

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05) Três Questões para Respostas Simples e Fáceis de Ler

09 de janeiro, 2007

 

            É uma boa idéia sim o lance da entrevista, mas, com ou sem a revisão, acho que seria melhor as perguntas serem respondidas por você diretamente no blog, para não fazer 3 ou 4 vezes a mesma coisa. Além do caso que o blog é uma coisa informal e rápida, isto é, o visitante vai ter contato direto com o pensamento rápido do Arnaldo e conhecer através das poucas linhas um pouco da impessoalidade, da habilidade e dos valores.

            Já te mando três questões que sugiro tenham respostas simples e fáceis de ler, para serem colocadas no blog, pois ontem comentamos na reunião que uma amiga estava em dúvida sobre o que seria o Humanitarismo na prática. Questões:

1. O que é o Humanitarismo?

2. Historicamente, quais são os seus fundamentos principais?

3. Como podemos ver e identificar a sua prática no dia-a-dia?

            Marcus [Theodoro Carvalho]

 

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04) Idéia de Formularem Questões Relacionadas com o Humanitarismo

08 de janeiro, 2007

 

            Olá Marcão [Marcus Theodoro Carvalho],

            Estou com uma idéia que pode te envolver, caso te interesse. É uma espécie de continuação da idéia que a Marly Winckler deu alguns dias atrás (e que você reforçou) a respeito do blog. A idéia é simples. Acho que você é formado em comunicação (acho que a Moema também) e isso tem que ver com comunicação. Então, a idéia é você(s) formular(em) questões que envolvessem o Humanitarismo, para me entrevistar, e que eu responderia. Isso talvez fosse revisado e discutido, passado para meio digital e daí para o blog. E se nos parecer que o material for ficando razoável, no futuro poderia simplesmente se transformar em um livro. Pode ser um caminho para tornarmos as idéias do Humanitarismo mais conhecidas. Que te parece? Estou enviando cópia para nossos amigos Moema e Gilmar.

            Om mani padme hum. Christi simus non nostri. L´handu Lillah!

            Arnaldo [Sisson Filho].

 

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03) Reconhecer os Arranjos e Rearranjos

01 de janeiro, 2007

 

            Como uma afetuosa resposta ao post n. 02, recebi uma poesia de uma amiga, companheira tanto do Humanitarismo, quanto do vegetarianismo, quanto de outros trabalhos no campo da abertura de novas janelas de interpretação das escrituras sagradas e das bíblias das religiões. Trabalhos sem os quais dias melhores continuarão a ser a quimera que hoje são.

            Estas palavras e frases poéticas, que abaixo transcrevo, me lembram que o Humanitarismo somente nascerá de fato (hoje, penso, ainda vive uma vida “intra-uterina”, por analogia, é claro), quando começar a tocar e inspirar as antenas de nossas nações, de nossos povos latino-americanos, e mesmo além dessas fronteiras das terras de Amaru.

            Então, que estas palavras e frases – que brotaram do coração dessa querida amiga – sejam um prenúncio do rompimento da prisão em que se encontra a elite (artística, religiosa, científica, política, econômica, etc.) de nossas terras. Esses irmãos, que devido a seus poderes psico-sociais, são a vanguarda sobre a qual repousa a esperança de um futuro melhor – as antenas de nossas nações, repito – que hoje ainda reproduzem idéias mestras equivocadas, e assim, nesse inconsciente labor, se tornam “respeitáveis”, combatendo os frutos de suas próprias ações.

            Minha gratidão à Moema Alencar, por essa expressão poética e de afeição ao Humanitarismo:

 

Reconhecer os Arranjos e Rearranjos

 

Que possamos nos reconhecer,

reconhecer as verdades,

reconhecer o centro,

os raios,

as idéias,

os movimentos,

os elementos,

os arranjos e rearranjos,

os seres e reinos Irmãos ...

Sigamos unidos

            ao que Verdadeiramente Une.

Sigamos em prece,

            acolhendo nossa escolha e vocação.

Estejamos em doação,

            atentos à cooperação entre os reinos.

 

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02) Solução Existe, É Rearranjar, com os Mesmos Elementos

01 de janeiro, 2007

 

            Caros colegas desses primórdios do Humanitarismo,

            Achei bom encaminhar a vocês cópia dessa mensagem de fim de ano de uma grande amiga e pioneira desde os primeiros dias desse intento que chamamos, na falta de um melhor nome, de Humanitarismo. Tomei a liberdade de destacar a frase mais diretamente ligada ao Humanitarismo.

            A Marly destaca o vegetarianismo em sua mensagem, pois, além de sua importância, ela preside a Sociedade Vegetariana Brasileira - SVB. Para mim (que sou vegetariano por mais de trinta anos), essa aproximação entre Humanitarismo e Vegetarianismo não é nada fortuita. Está na essência de ambos os movimentos.

            Por razões várias, no Humanitarismo que estamos desenvolvendo, o vegetarianismo está em segundo plano, como tantos outros tópicos de importância. Mas a idéia aqui é apenas não criar barreiras à aproximação às idéias do Humanitarismo, como a necessidade de novas instituições, etc.

            No entanto, como na citação abaixo, todos os tópicos do conhecimento ligam-se a um centro. Talvez sejam como facetas de uma jóia, com seu brilho próprio, porém compondo a beleza do todo. Assim, o destino do Humanitarismo de do Vegetarianismo, como letras do alfabeto da verdade, cedo ou tarde, evidenciarão suas ligações com o mesmo centro de veracidade das coisas.

 

            “Há uma passagem de E. F. Schumacher, em sua obra O Negócio É Ser Pequeno, que foi um grande best-seller alguns anos atrás, na qual ele afirma esta conexão lógica entre a adesão a idéias falsas e a miséria daí resultante. Vejamos esta interessante passagem:

            “Todas as matérias, não importa quão especializadas, ligam-se a um centro; são como raios emanando de um sol. O centro é constituído por nossas convicções mais básicas, pelas idéias que realmente têm força para nos mover. Por outras palavras, o centro consiste de Metafísica e Ética, de idéias que – gostemos ou não disso – transcendem o mundo dos fatos. Por transcenderem este mundo, não podem ser provadas ou reprovadas pelo método científico comum. Isto não quer dizer, contudo, que elas sejam puramente “subjetivas” ou “relativas”, ou meras convenções arbitrárias. Têm de ser fiéis à realidade, embora transcendam o mundo dos fatos (...) Se não forem fiéis à realidade, a adesão a tal conjunto de idéias tem de conduzir inevitavelmente a uma catástrofe.” (p. 80)” [Citada na obra O Que Há de Errado com a Política?, de Arnaldo Sisson Filho, p. 14 -- essa obra está on-line em no site: www.humanitarismo21.com]

 

            Abraço fraterno, Arnaldo.

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Original Message -- > From: "Marly Winckler"

<3339991040985428377@mail.orkut.com>

To: "meus amigos" <noreply-orkut@google.com>

Sent: Saturday, December 30, 2006 2:11 PM

Subject: Que o melhor de cada um de nós possa florescer neste ano que desponta

 

            Caros amigos,

            Chega ao fim mais um ano em que partilhamos muitos momentos - um ano difícil, mas que, apesar de tudo, teve um saldo bem positivo, como sempre. Agradeço a todos aqueles que infatigáveis colocaram mais um tijolinho na construção do mundo melhor que todos almejamos.

            Não deleguemos essa tarefa a outrem. Somos nós os que defenderemos os animais, que construiremos esse mundo melhor. Somos nós que carregaremos a tocha da liberdade para todos os seres, para todos os reinos, para todas as espécies, para homens e bichos, terras, ares e mares.

            Nós e mais ninguém é que formamos o aríete com que derrubaremos as muralhas que defendem a velha ordem da exploração, da exclusão, da ignomínia, do opróbrio com que milhares e milhares de seres sencientes são tratados dia e noite, numa procissão macabra regada com o sangue dos mártires inocentes que já nascem sentenciados à morte depois de uma vida cheia de suplícios.

            Mas não desanimemos, muito antes pelo contrário, tenhamos forças para deter a loucura em que mergulharam os homens por causa de sua grande ignorância. A solução existe, é rearranjar, com os mesmos elementos, a disposição das coisas. O vegetarianismo é parte integral da nova ordem, do novo arranjo.

            Que o melhor de cada um de nós possa florescer neste ano que desponta e que frutifiquem nossas ações como uma flor de lótus que, da lama, nasce refulgente e bela.

            Liberdade para todos os seres, Marly Winckler

            Florianópolis, passagem de 2006-2007

 

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01) Objetivo desse Blog

04 de dezembro, 2006

 

            O objetivo desse blog é ser um canal para a difusão da filosofia do Humanitarismo, bem como auxiliar no desenvolvimento do projeto social resumidamente apresentado na obra "O Que Há de Errado como a Política?", que se encontra on-line na íntegra, em: http://www.humanitarismo21.com/

            Um projeto tão vasto como esse não pode ser obra de uma pessoa, nem mesmo de um grupo pequeno de pessoas. Nesse sentido, o instrumento de um blog pode auxiliar nessa construção coletiva, embora a responsabilidade principal nos limites desse espaço seja minha.

            O Humanitarismo, embora não seja algo propriamente novo, também não é uma doutrina e, menos ainda, uma obra pronta. E algo que se desenvolve e que, enquanto projeto sócio-cultural, está apenas engatinhando.

            Não pode ser considerado algo novo porque podemos encontrar seus princípios básicos desde as obras mais antigas que atualmente conhecemos. Como um belo exemplo disso, vejamos um texto do I Ching, que é considerada por alguns a obra mais antiga que se conhece hoje:

 

            LU: A CONDUTA

            Acima: CH'IEN, O CRIATIVO, O CÉU

            Abaixo: TUI, A ALEGRIA, O LAGO

 

            IMAGEM

            Acima o céu, abaixo o lago: a imagem da CONDUTA. Assim o homem superior discrimina entre o alto e o baixo e fortalece desse modo a mente do povo.

            O céu e o lago evidenciam uma diferença de altitude inerente à essência dos dois, e que, por isso, não desperta inveja. Assim também entre os homens há, necessariamente, diferenças de nível. É impossível chegar a uma igualdade universal. Porém, o que importa é que as diferenças de nível na sociedade não sejam arbitrárias e injustas, pois nesse caso a inveja e a luta de classes inevitavelmente se seguiriam. Se, ao contrário, às diferenças de nível externo corresponderem diferenças de capacidade interna, e o valor interno for o critério para a determinação da hierarquia externa, a tranqüilidade reinará entre os homens e a sociedade encontrará ordem." (I Ching, hexagrama 10)

 

 

            Essa simples citação pode ser vista como uma síntese dos fundamentos do Humanitarismo, conforme podemos perceber ao compararmos esse hexagrama do I Ching com a obra acima referida.

            Para concluir essa primeira mensagem, lembro de duas passagens que são evocativas de que grandes desenvolvimentos podem surgir a partir de pequenos movimentos. Oxalá seja esse o caso do Humanitarismo em geral, e desse blog em particular:

 

            "20. Disseram os discípulos a Jesus: Dize-nos, a que se assemelha o Reino do céus? Respondeu-lhes ele: Ele é semelhante a um grão de mostarda, que é menor que todas as sementes; mas, quando cai em terra, que o homem trabalha, produz um broto e se transforma num abrigo para as aves do céu." (Evangelho de Tomé)

 

            "Sei que em algum dia ainda distante, agora, de fato, talvez muito remoto, a mensagem que nos pregamos em um canto se tornará a religião de grandes nações." (p. 1) [Anna Kingsford e Edward Maitland. Addresses and Essays on Vegetarianism (Palestras e Ensaios sobre Vegetarianismo). Editado por Samuel Hopgood Hart. John M. Watkins, Londres, 1912. 227 pp.]

 

            Então: se for a vontade de Deus, vida longa ao Humanitarismo!

 

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