Índice da Seção Atual Índice da Obra Atual Anterior: O Sexto Sentido
(p. 183)
OS SEIS FANTASMAS DO MEDO
Faça um inventário de si
mesmo, procurando algum remanescente de medo em seu caminho. Pense e Enriqueça –
porque nada, absolutamente nada, pode atrapalhá-lo.
ANTES QUE VOCÊ possa por qualquer parte dessa
filosofia em uso, com êxito, sua mente deve estar preparada para recebê-la. A
preparação não é difícil. Começa com o estudo, a análise e a compreensão dos
três inimigos que terá de destronar: indecisão, dúvida e medo.
O sexto sentido nunca poderá funcionar, enquanto esses três negativos, ou algum
deles, permanecer em sua mente. Os membros do trio maldito são intimamente
ligados; onde se encontra um, os outros dois estão à mão.
Indecisão é a semente do medo! Lembre-se disso enquanto lê. A indecisão se
cristaliza na dúvida, as duas se misturam e se tornam medo! O processo de
mistura muitas vezes é lento. Essa é uma das razões que tornam os três inimigos
tão perigosos. Germinam e crescem sem que sua presença seja observada.
O restante deste capítulo descreve o fim a ser atingido, antes que a filosofia,
como um todo, possa ser colocada em uso prático. Analisa também a condição que
reduziu grande número de pessoas à pobreza e declara a verdade que deve ser
compreendida por todos os que acumulam riquezas, sejam essas medidas em dinheiro
ou em estado de espírito, de valor bem maior que o dinheiro.
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O propósito deste capítulo é chamar a atenção sobre a causa e a cura de seis temores básicos. Antes de dominarmos um inimigo é preciso saber-lhe o nome, os hábitos e a moradia. Enquanto lê, analise-se com cuidado e determine qual se é que há – dos seis temores básicos agarrou-se a você.
Não se deixe enganar pelos hábitos desses
sutis inimigos. Às vezes se mantém ocultos no subconsciente, onde são difíceis
de localizar e mais difíceis ainda de eliminar.
Medo É Apenas Estado de
Espírito
Há seis temores básicos, de cujas combinações todo o ser humano sofre, numa
época ou outra. São felizes os que não sofrem dos seis ao mesmo tempo.
Enumerados na ordem de sua aparição mais comum, são eles:
Pobreza
Crítica
Saúde precária
Amor perdido
Velhice
Morte
Os três primeiros estão no fundo da maioria das nossas preocupações.
Os outros temores são de menor importância; podem ser
agrupados sob esses seis títulos.
Temores nada mais são que
estados de espírito. O estado de espírito está sujeito a controle
e direção.
O homem nada pode criar sem antes conceber, em forma de impulso de pensamento.
Em seguida a essa afirmação, vem outra, de importância ainda maior, isto é, que
os impulsos de pensamento começaram a se traduzir, imediatamente, em seu
equivalente físico, sejam esses pensamentos voluntários ou involuntários.
Impulsos de pensamento apanhados por acaso (pensamentos emitidos por outras
mentes) podem determinar nosso destino financeiro, comercial, profissional ou
social, com a mesma certeza com que o fazem os impulsos de pensamento criados
com intenção e desígnio.
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Estamos aqui lançando o fundamento para a apresentação de um fato de grande importância para quem não entende porque certas pessoas parecem ter “sorte”, enquanto outras, de igual ou maior capacidade, instrução, experiência e capacidade cerebral, parecem destinadas a viver com azar. O fato se explica com a afirmação de que todo ser humano tem a capacidade de controlar completamente a própria mente, sendo que com esse controle, e óbvio, todos podem abrir a mente aos impulsos de pensamento itinerantes, emitidos por outros cérebros, ou fechar as portas, com força, admitindo apenas impulsos de pensamento de sua escolha.
A natureza dotou o homem com controle
absoluto sobre uma coisa apenas: o pensamento. Tal fato, acrescido do fato
adicional de que tudo o que o homem cria começa em forma de pensamento, leva-nos
muito próximo ao princípio de que o medo pode ser dominado.
Se é verdade que todo o pensamento tende a revestir-se no seu
equivalente físico (e isso é verdade, sem haver nenhum lugar razoável para
dúvidas), é igualmente verdade que os impulsos de pensamento de medo e pobreza
não se traduzem em termos de coragem e ganho financeiro.
Caminhos que Levam a
Direções Opostas
Não pode haver acordo entre pobreza e riqueza! Os dois caminhos que levam,
respectivamente, à pobreza e à riqueza, seguem direções opostas. Se você quer
riquezas, deve recusar-se a aceitar qualquer circunstância que leve a pobreza.
(O vocábulo “riqueza” é empregado aqui em seu sentido mais amplo, significando
estados financeiros, espirituais, mentais e materiais.) O ponto de partida do
caminho que leva à riqueza é o desejo. No capítulo sobre o desejo, você recebeu
instruções completas para o uso correto. Neste capítulo sobre o medo, você tem
instruções completas para preparar a mente a fazer uso prático do desejo.
Chegamos então ao lugar em que você deve aceitar o desafio, que irá determinar
quanto dessa filosofia assimilou. Eis o ponto em que você pode se transformar em
profeta e predizer, com exatidão, o que o futuro lhe reserva. Se, depois
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de ler esse capítulo, você estiver disposto a aceitar a pobreza, pode então
preparar-se para recebê-la. Essa decisão não pode ser evitada.
Se você exigir riquezas, determine que espécie e quanto exigirá para ficar satisfeito. Você sabe o caminho que leva à
riqueza. Recebeu o mapa que, se for seguido, o conservará no caminho certo. Se
não ligar para começar ou parar antes da chegada, a culpa não será de ninguém,
senão sua. Essa é sua responsabilidade. Nenhum álibi irá salvá-lo de aceitar a
responsabilidade se você falhar ou se recusar a exigir riquezas da vida, porque
a aceitação só exige uma coisa – por acaso, a única que você pode controlar – e
é o estado de espírito. Estado de espírito não se presume. Não pode ser
comprado; deve ser criado.
Analise Seus Temores
Medo de pobreza e estado de espírito. Nada mais! Mas é o suficiente para
destruir as oportunidades de realização em qualquer empresa.
Esse medo paralisa a faculdade do raciocínio, destrói a faculdade da imaginação,
mata a autoconfiança, solapa o entusiasmo, desanima a iniciativa, leva à
incerteza de propósito. Encoraja a procrastinação e torna o autocontrole
impossível. Tira o encanto da personalidade, destrói a possibilidade de pensar
com clareza, desvia a concentração de esforço; domina a persistência, transforma
a força de vontade em vazio, destrói a ambição, anuvia a memória e convida o
fracasso de todas as maneiras concebíveis; mata o amor e assassina as mais puras
emoções do coração, desanima a amizade e convida o desastre de mil maneiras;
leva à insônia, infelicidade e miséria – e tudo isso, apesar da verdade óbvia de
que vivemos num mundo de superabundância de tudo o que o coração possa desejar,
sem nada entre nós e nosso desejo, exceto a falta de um propósito definido.
O medo da pobreza é, sem dúvida, o mais destrutivo dos seis temores básicos. Foi
colocado no alto da lista por ser o mais difícil de dominar. Nasceu da tendência
herdada do homem de atacar, economicamente, seu semelhante. Quase todos os
animais inferiores ao homem são motivados pelo instinto, mas como sua capacidade
de pensar é limitada, atacam
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um ao outro fisicamente. O homem, com seu senso superior de intuição, com
capacidade de pensar e argumentar, não come seu semelhante corporalmente; sente
mais satisfação em “comê-lo” financeiramente. O homem é tão avarento que todas
as leis concebíveis já foram promulgadas, para salvaguardá-lo de seu semelhante.
Nada lhe traz mais sofrimento e humilhação que a pobreza! Só os que já
experimentaram a pobreza compreendem o pleno significado disso.
Não é de se admirar que o homem tema a pobreza. Numa longa linha de experiências
herdadas, o homem aprendeu, com certeza, que alguns de seus semelhantes não
merecem confiança, quando se trata de questões de dinheiro e possessões
terrenas.
Tão ávido é o homem que para possuir riqueza, será capaz de adquiri-la de
qualquer maneira possível – por métodos legais, se puder – por outros métodos,
se necessário e conveniente.
A auto-análise pode revelar fraquezas que a gente não gosta de reconhecer. Essa
espécie de exame é essencial a todos que exigem da vida mais que mediocridade e
pobreza. Lembre-se, ao examinar-se ponto por ponto, que você é tanto o tribunal
como o júri, o promotor público e o advogado de defesa e que você é autor e réu;
e, também, que está sendo julgado. Encare os fatos corajosamente.
Faça-se perguntas definidas e exija respostas diretas. Quando o exame
terminar, saberá mais a seu próprio respeito. Se achar que não pode ser juiz
imparcial nesse auto-exame, chame alguém que o conheça bem, para servir de juiz,
enquanto você se submete a um auto-interrogatório. Você está à procura da
verdade. Consiga-a, não importa o preço, mesmo que o deixe
temporariamente embaraçado!
A maioria das pessoas, se interrogadas do que têm mais medo, responderiam: “Nada
temo.” A resposta seria inexata, porque poucos percebem que estão atados, em
desvantagem, fustigados, física e espiritualmente, por alguma espécie de temor.
A emoção do medo está tão sutil e profundamente arraigada, que se pode
atravessar a vida sob seu jugo, sem jamais reconhecer-lhe a presença. Só uma
análise corajosa poderá revelar a presença desse inimigo universal. Ao começar a
análise, examine profundamente seu caráter. Eis a lista de sintomas que você
deve procurar:
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Seis Sintomas que Demonstram Medo da Pobreza
1. Indiferença: Comumente expressa pela falta de ambição,
vontade de tolerar a pobreza, aceitação de qualquer compensação que a vida possa
oferecer sem protesto, preguiça mental e física, falta de iniciativa,
imaginação, entusiasmo e auto-controle.
2. Indecisão: Hábito de permitir que outros pensem por nós.
Ficar “na moita”.
3. Dúvida: Geralmente expressa por álibis e desculpas,
designadas para disfarçar, explicar ou desculpar-se dos fracassos, às vezes
aparece em forma de inveja dos bem sucedidos, ou por críticas a eles.
4. Preocupação: Expressa geralmente encontrando defeitos nos
outros, tendência a gastar além das rendas, negligência da aparência pessoal:
zangas e carrancas: intemperança no uso de bebidas alcoólicas às vezes pelo uso
de narcóticos; nervosismo, falta de equilíbrio e
constrangimento.
5. Cautela exagerada: Hábito de procurar o lado negativo de todas
as circunstâncias, pensando e falando de possíveis fracassos, em vez de se
concentrar nos meios de lograr êxito; saber de todos os caminhos que levam ao
desastre, sem nunca procurar evitá-los; esperar pelo “momento exato” de começar
a por idéias e planos em ação até a espera se tornar hábito permanente; lembrar
sempre os fracassados, esquecendo-se dos bem sucedidos; venda os buracos no
queijo, sem ver o queijo, pessimismo, que leva à indigestão, eliminação
deficiente, auto-intoxicação, mau hálito e má disposição.
6. Procrastinação: Hábito de adiar para amanhã o que deveria ter
sido feito o ano passado. Perder tempo em criar álibis e desculpas por não ter
feito uma tarefa. O sintoma é intimamente ligado à cautela exagerada, dúvida e
preocupação; recusa na aceitação de responsabilidades, podendo evitá-las;
vontade de entrar
“Apenas Dinheiro”
Indagarão alguns: “Por que escreveu um livro
sobre dinheiro? “Por que medir riqueza em dinheiro, apenas?”
Alguns acreditarão, com razão, que existem outras formas de riqueza,
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mais desejáveis que o dinheiro. Sim, há riquezas que não podem ser medidas em
termos de dinheiro, mas há milhares de pessoas que dirão: “Dê-me todo o dinheiro
de que necessito e encontrarei tudo o mais que desejo”.
A principal razão de eu ter escrito este livro de como ganhar dinheiro é o fato
de milhões de homens e mulheres estarem paralisados de medo da pobreza. O que
essa espécie de medo causa a pessoa foi bem descrito por
Westbrook Pegler:
Dinheiro é apenas concha de molusco ou disco de metal ou, ainda, pedaços de
papel. Há tesouros da alma e do coração que o dinheiro não pode comprar, mas a
maioria das pessoas, estando sem dinheiro, não consegue ter isso em mente,
mantendo a coragem. Quando um homem está sem nada, jogado na rua da amargura,
incapaz de obter qualquer emprego, algo lhe acontece ao espírito, que pode ser
observado pelo arcar dos ombros, a posição do chapéu, o andar, o olhar. Não
consegue fugir à sensação de inferioridade diante de gente que tem emprego,
mesmo sabendo, com certeza, que não são seus iguais em caráter, inteligência ou
capacidade.
Essa gente – mesmo os amigos – sentem, por outro lado,
uma sensação de superioridade e o encaram, talvez inconscientemente, como
acidente. Esse poderá pedir dinheiro emprestado, por algum tempo, mas não o
suficiente para continuar sua vida costumeira e nem poderá fazê-lo por muito
tempo. Mas o próprio fato de pedir emprestado, quando se trata simplesmente de
sobreviver, é uma experiência deprimente e falta ao dinheiro emprestado o poder
que têm o dinheiro ganho, para animá-lo. É claro que nada disso se aplica aos
vagabundos ou boas-vidas habituais, mas apenas a homens de ambição e dignidade
normais.
Mulheres nas mesmas condições devem ser diferentes. Nunca pensamos nas mulheres,
ao considerar os vencidos. Poucas se acham nas filas de caridade, raramente são
vistas pedindo esmola nas ruas e não são reconhecíveis na multidão pelos mesmos
sinais patentes que identificam o homem derrotado. Naturalmente não me refiro às
bruxas que arrastam os pés nas ruas da cidade e que são
o correspondente dos vagabundos masculinos conformados. Refiro-me às mulheres
razoavelmente jovens, decentes e inteligentes. Deve haver muitas delas, mas seu
desespero não é aparente. Talvez se matem.
Quando o homem está vencido, tem tempo de sobra para se preocupar. Pode viajar
muitos quilômetros para ver alguém a respeito de um emprego e descobrir que já
foi preenchido ou que é um desses empregos sem pagamento fixo, mas dependente de
comissão sobre as vendas de alguma bugiganga inútil, que ninguém
compra, a não ser de dó. Se recusar, estará de volta à rua da amargura,
sem ter para onde ir. Então, anda e anda. Olha para as vitrines das lojas e os
luxos inacessíveis, sentindo-se inferior e dando passagem aos que param para
olhar com interesse ativo. Vai para a estação ferroviária ou se senta na
biblioteca para descansar as pernas e aquecer-se um pouco, mas isso
não
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é procurar emprego, de modo que ele recomeça
outra vez. Pode não sabê-lo, mas sua falta de objetivo o trairia, mesmo que sua
silhueta não o fizesse. Pode estar até bem vestido, com roupas que sobraram do
tempo do emprego firme, mas que não disfarçam o abatimento.
Vê milhares de pessoas, guarda-livros, funcionários, químicos ou ajudantes de
vagões, ocupados no serviço, e os inveja do fundo da alma. Eles possuem
independência, dignidade e masculinidade, enquanto ele simplesmente não consegue
se convencer de que é bom também, embora o discuta consigo mesmo e chegue a um
veredicto favorável, hora após hora.
É apenas o dinheiro que faz a diferença. Com um pouco de dinheiro seria ele
mesmo novamente.
Você Teme as Críticas?
Exatamente de que modo o homem chegou a esse temor, ninguém o sabe com certeza –
mas uma coisa é certa: ele o tem de maneira bastante desenvolvida.
O autor tende a atribuir o medo básico à crítica a parte da natureza herdada do
homem, que não só o encoraja a tirar os bens e objetos do seu semelhante, mas
ainda a justificar a ação, criticando o caráter do seu semelhante. É fato
conhecido que o ladrão crítica o homem de quem furta, que políticos
procuram vantagens não expondo suas virtudes e qualidades, mas tentando manchar
seus oponentes.
Astutos fabricantes de roupas não foram lerdos em capitalizar
esse medo básico à crítica, maldição
de toda a humanidade. De estação em estação, mudam os estilos de muitos artigos
de vestuários. Quem estabelece os estilos? É claro que não é o comprador de
roupas, mas o fabricante. Porque os muda com tanta freqüência? A resposta é
óbvia: muda os estilos para poder vender mais roupas.
Pela mesma razão os fabricantes de automóveis mudam os estilos dos modelos, a
cada ano. Poucos querem ter um carro que não seja do último tipo.
Estávamos descrevendo o modo pelo qual as pessoas se
comportam sob a influência do temor à crítica, no que se refere às pequenas e
mesquinhas coisas da vida. Examinemos agora o comportamento humano, quando esse
temor afeta as pessoas em relação a fatos mais importantes nas relações humanas.
Tomemos como exemplo praticamente qualquer pessoa que tenha chegado a idade da
maturidade mental (dos 35 aos 40 anos,
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como média geral). Se se pudesse ler-lhe os
pensamentos secretos, encontraríamos, em geral, uma descrença muito decidida nas
fábulas que inúmeros dogmáticos ensinavam há algumas décadas.
Por que é que a pessoa média, mesmo nos nossos dias de esclarecimento, hesita em
negar sua crença nas fábulas? A resposta é: “Medo da crítica”. Homens e mulheres
já foram queimados vivos por ousarem manifestar descrença em fantasmas. Não é de
admirar que tenhamos herdado uma consciência que nos faz temer as críticas.
Houve época, e não muito distante, em que a crítica trazia severos castigos –
ainda os traz, em alguns países.
O medo à crítica rouba a iniciativa ao homem, destrói-lhe o poder de imaginação,
limita-lhe a individualidade, tira-lhe a autoconfiança, causando-lhe danos em
centenas de outras maneiras. Pais causam aos filhos, às vezes, ferimentos
irreparáveis, ao criticá-los. A mãe de um de meus companheiros de infância
costumava castigá-lo quase diariamente, com uma chibata, sempre completando a
obra com a afirmação: “Você acabará na penitenciária antes dos vinte.”
Mandaram-no a um reformatório, aos dezessete anos de idade.
Crítica é uma forma de serviço que todos têm em demasia. Todos possuem um
estoque dela, distribuindo-a, de graça, quer a pedido, quer não. Os parentes
mais próximos são, às vezes, os piores ofensores. Deveria ser considerado crime
(na realidade e crime da pior espécie) os pais criarem complexos de
inferioridade na mente da criança, por críticas desnecessárias. Empregadores que
compreendem a natureza humana conseguem o máximo dos homens, não através de
críticas, mas por sugestões construtivas. O mesmo resultado pode ser obtido
pelos pais, com relação aos filhos. A crítica implanta o medo no coração humano,
ou então ressentimento, mas nunca amor ou afeição.
Sete Sintomas que Demonstram
Medo à Crítica
Esse medo é quase tão universal quanto o medo da pobreza e seus efeitos fatais
a realização pessoal, principalmente porque destrói a iniciativa e
desencoraja o uso da imaginação. Os sintomas principais são:
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1. Acanhamento: Geralmente expresso por nervosismo, timidez
na conversação e em conhecer estranhos, movimentos desajeitados das mãos e
membros, olhares desviados.
2. Falta de equilíbrio: Expressa por falta de controle da voz,
nervosismo na presença dos outros, má postura do corpo, péssima memória.
3. Personalidade fraca: Falta de firmeza nas decisões, de encanto
pessoal e capacidade de exprimir opiniões com firmeza. Hábito de desviar-se dos
assuntos, em vez de encará-los. Concordância com os outros, sem antes
examinar-lhes as opiniões, com cuidado.
4. Complexo de inferioridade: Hábito de expressar auto-aprovação oralmente
e por ações, como meio de disfarçar o sentimento de inferioridade; usar palavras
“grandiloqüentes” para impressionar os outros (muitas vezes
sem conhecer-lhes o verdadeiro significado), imitar outros na maneira de vestir,
falar e nos modos, jactando-se de realizações imaginárias. Isso dá, por vezes, a
aparência superficial de um sentimento de superioridade.
5. Extravagância: Hábito de tentar “emparelhar com
os Silva”, gastando além das possibilidades.
6. Falta de iniciativa: Fracasso em aproveitar oportunidades de
progredir, medo de expressar opiniões. Falta de confiança nas próprias idéias,
dando respostas evasivas as perguntas formuladas por superiores, hesitarão nas
maneiras e no falar, falsidade nas palavras e feitos.
7. Falta de ambição: Lassidão mental e física, falta de
auto-afirmação, lentidão em chegar às decisões, facilidade em ser influenciado;
hábito de criticar os outros, nas costas e elogiá-los na frente; hábito de
aceitar a derrota sem protesto ou fugir a um empreendimento, se encontrar
oposição; suspeita imotivada dos outros, falta de tato nas maneiras e no falar,
má vontade em aceitar a culpa dos erros.
Você Teme a Saúde
Deficiente?
Esse medo tem suas raízes na hereditariedade, tanto física, como mental. Está
intimamente associado. Em sua origem, as causas do medo da velhice e da morte,
porque conduz as fronteiras de “mundos terríveis”, dos quais o homem nada sabe,
mas dos quais ouviu histórias desconcertantes. Existe também a opinião, algo
generalizada, de que certas pessoas sem ética fazem negócios “vendendo saúde”,
mantendo vivo o medo da doença.
De modo geral, o homem teme a saúde deficiente por causa dos terríveis quadros
plantados em sua mente, do que pode acontecer se a morte o alcançar. Teme-a
também pela taxa econômica que representaria.
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Um médico de renome calculou que 75% das pessoas que consultam médicos sofrem de hipocondria (doença imaginária). Já se demonstrou, de maneira convincente, que o medo da doença, mesmo não havendo a menor causa para o medo, muitas vezes produz os sintomas físicos da moléstia temida.
Poderosa é grande e a mente humana! Pode
construir e pode destruir.
Explorando a fraqueza comum do medo a doença, vendedores de remédios patenteados
amontoaram fortunas. Essa forma de engano da crédula humanidade prevaleceu a tal
ponto há algumas décadas, que uma revista popular fez amarga campanha contra os
piores ofensores no negócio dos remédios patenteados.
Por uma série de experiências feitas há alguns anos, foi provado que se
pode tornar as pessoas doentes, por sugestões. Fizemos
a experiência pedindo a três conhecidos que visitassem as “vítimas”,
perguntando: “O que é que tem? Você parece estar muito doente.” o primeiro
geralmente provocava um sorriso e um casual: “Nada, estou muito bem”. Ao segundo
a vítima geralmente afirmava: “Não sei exatamente. mas
sinto-me mal”. O terceiro já recebia a admissão franca de que a vítima estava
realmente se sentindo doente.
Tente isso com algum conhecido seu, se dúvida que o fará ficar inquieto, mas não
vá longe demais com a experiência. Há certa seita religiosa, cujos membros se
vingam dos inimigos pelo método da “bruxaria”. Chamam-no de “enfeitiçar” a
vítima.
Existem provas arrasadoras de que a doença, às vezes, começa em forma de impulso
de pensamento negativo. Tal impulso pode ser passado de uma mente a outra, por
sugestão, ou criada pelo indíviduo, em sua própria
mente.
Um homem de mais sabedoria do que possa parecer por esse incidente, disse certa
vez: “Se alguém me pergunta como me sinto, sempre quero responder derrubando-o”.
Médicos costumam mandar pacientes para climas novos, porque se faz necessária
uma mudança de “atitude mental”. A semente do medo da doença vive em todas as
mentes humanas. Preocupação, medo, desânimo, decepção no amor e nos negócios faz
com que a semente germine e cresça.
Decepções em negócios e no amor encabeçam a lista das causas da saúde
deficiente. Um jovem sofreu tal decepção amorosa, que foi parar no hospital.
Ficou, durante meses, entre
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a vida e a morte. Chamaram um especialista
Sete Sintomas que Demonstram
Medo de Doença
1. Auto-sugestão: Hábito do uso negativo da auto-sugestão,
procurando e esperando encontrar, sintomas de todas as espécies de doença;
“gozar” de doença imaginária e falando dela como se fora real; hábito de tentar
todas as “modas” e “ismos”, recomendados por outros,
como tendo valor terapêutico; falar com os outros sobre operações, acidentes e
outras formas de doenças, experimentar dietas, exercícios físicos, sistemas de perder
peso, sem orientação profissional; tentar remédio caseiros, remédios patenteados
e remédios de charlatães.
2. Hipocondria: Hábito de falar em moléstias, concentrando a
mente em doenças e esperando-lhes o aparecimento até haver um esgotamento
nervoso. Nada que vem em frascos pode curar esse estado. É
provocado por pensamentos negativos e somente pensamentos positivos poderão
curá-lo. A hipocondria (termo médico para doenças imaginárias) é causadora de
tanto dano, ocasionalmente, quanto a própria moléstia poderia causar. Muitos
casos “nervosos” provem de doenças imaginárias.
3. Indolência: o temor de saúde precária freqüentemente
interfere com os exercícios físicos corretos e produz excesso de peso, fazendo
com que se evite a vida ao ar livre.
4. Suscetibilidade: Medo de má saúde quebra a resistência natural
do organismo, criando condições favoráveis a qualquer forma de moléstia que se
possa contrair. O medo de doenças está comumente relacionado ao medo da pobreza,
especialmente no caso do hipocondríaco, que se preocupa sempre com a
possibilidade de ter de pagar contas de médico, de hospital, etc. Esse tipo de
pessoa perde muito tempo preparando-se para a doença, falando sobre morte,
economizando dinheiro para lotes no cemitério e despesas de funeral, etc.
5. Mimar a si mesmo: Hábito de tentar despertar piedade, usando a
doença imaginária como meio (esse truque é muitas vezes empregado para evitar
trabalho); hábito de fingir doença, para disfarçar a preguiça, ou como álibi
para a falta de ambição.
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6. Intemperança: Hábito do uso de álcool ou narcóticos, para
eliminar dores, como a de cabeça, nevralgia, etc., em vez de eliminar-lhes a
causa.
7. Preocupação: Hábito de ler sobre doenças e preocupar-se
com a possibilidade de ser por elas atingido, assim como o hábito de ler
anúncios de remédios patenteados.
Você Teme a Perda do Amor?
A fonte original desse temor inerente data, obviamente, do hábito poligâmico do
homem, de roubar a companheira de seu semelhante e do hábito de tomar liberdades
com ela, sempre que pode.
Ciúme e outras formas similares de neurose originam-se do medo herdado da perda
de amor. Esse é o mais doloroso dos seis temores básicos. Provavelmente produz
mais destruição no corpo e no espírito que qualquer outro dos temores básicos.
O medo da perda do amor possivelmente se origina da idade da pedra, quando os
homens arrebatavam as mulheres pela força bruta. Continuam a roubar mulheres,
mas a técnica mudou. Em vez de força, empregam agora a persuasão, promessa de
belas roupas, lindos carros e outras “iscas”, muito mais eficazes que a força
física. Os hábitos do homem são os mesmos da aurora da civilização, só que são
expressos de maneira diferente.
Análise cuidadosa demonstrou que as mulheres são mais suscetíveis a esse temor
que os homens. O fato se explica facilmente. As mulheres aprenderam, por
experiência, que os homens são polígamos por natureza, que não se pode
confiá-los às mãos de rivais.
Três Sintomas que Demonstram
Medo da Perda do Amor
1. Ciúme: Hábito de suspeitar de amigos e de criaturas
amadas, sem qualquer prova razoável, sem motivo suficiente; hábito de acusar a
esposa ou o marido de infidelidade, sem motivo; suspeita geral, de todos, sem fé
absoluta em ninguém.
2. Encontrar defeitos: Hábito de encontrar defeitos em amigos,
parentes, sócios comerciais e seres amados, à menor provocação, ou sem causa
alguma.
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3. Jogo:
Hábito de jogar, furtar, enganar e aproveitando outras oportunidades perigosas
para conseguir dinheiro para os seres amados, com a crença de que o amor pode
ser comprado; hábito de gastar além dos meios ou incorrer em dívidas para dar
presentes a quem se ama, com o intuito de causar impressão favorável; insônia
nervosismo, falta de persistência, fraqueza de vontade, falta de autocontrole,
falta de confiança em si mesmo, mau gênio.
Você Teme a Velhice?
De modo geral, esse temor provém de duas
fontes. Em primeiro lugar está o pensamento de que a velhice pode trazer
pobreza. Em segundo lugar, e muito mais comum, de ensinamentos falsos e cruéis
do passado, muito bem misturados com “fogo e enxofre” e outras superstições,
astutamente planejadas para escravizar o homem pelo medo.
No temor básico da velhice, o homem tem duas razões sólidas para apreensão: uma
nascida da desconfiança em relação a seus semelhantes que poderão se apossar de
todos os bens terrenos que possui, outra originada dos quadros terríveis que seu
espírito guarda do mundo do além.
A possibilidade de doença, mais comum na velhice também é causa que contribui ao
temor da idade provecta. Erotismo também contribui para o medo da velhice, pois
ninguém se alegra com a idéia da diminuição da atração sexual.
A causa mais comum de medo da velhice está ligada a
possibilidade de pobreza. “Asilo” não é palavra bonita. Arrepia a todos os que
encaram a possibilidade, de ter de passar os últimos anos numa instituição para
velhos pobres.
Outra causa que contribui ao temor da velhice e a possibilidade de perda de
liberdade e independência, pois a idade avançada pode trazer a perda tanto da
liberdade física como da econômica.
Quatro Sintomas que
Demonstram Medo da Velhice
1. Diminuição prematura de ritmo: Tendência de diminuir o ritmo por volta dos
quarenta anos – idade da maturidade mental – e de desenvolver um complexo de
inferioridade acreditando-se decadente devido à idade.
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2. Desculpas pela idade: Hábito de falar, como quem se desculpa de
estar velho, só por ter alcançado a idade de quarenta ou cinqüenta. Ao
contrário, dever-se-ia expressar gratidão, por se ter alcançado a fase da
sabedoria e da compreensão.
3. Perda da iniciativa: Iniciativa, imaginação e autoconfiança se
perdem quando se acredita, falsamente, que se é velho demais para exercer tais
qualidades.
4. Disfarçar-se de jovem: Hábito de adotar vestuário e maneiras de
gente moça. O que só causa ridículo, diante de amigos e estranhos e é bastante
comum.
Você Teme a Morte?
Para
alguns esse é o temor básico mais cruel. A razão é
óbvia. A terrível angústia do medo, ligado ao pensamento da morte, pode ser
atribuído, em muitos casos, a fanatismo religioso. Os supostos “pagãos”
temem menos a morte que os “civilizados”. Durante milhares de anos o homem
continua fazendo as perguntas não respondidas: “De onde?” e “Para onde?”. “De
onde venho e para onde vou?”
Em épocas menos esclarecidas, no passado, os astutos e hábeis eram rápidos em
oferecer respostas a essas perguntas, por determinado preço.
“Vem à minha tenda, abraça a minha fé, aceita meus dogmas e te darei a entrada
que te admitirá diretamente ao céu, quando morreres”, proclama um líder do
sectarismo. “Permanece fora de minha tenda e o diabo te levará e te queimará por
toda a eternidade.”
A idéia do castigo eterno destrói o interesse na vida e torna a felicidade
impossível.
Conquanto o líder religioso não possa fornecer salvo-conduto ao céu, nem (por
falta de tal disposição) permitir que o infeliz desça ao inferno, essa última
possibilidade parece tão terrível que o próprio pensamento toma conta da
imaginação, de maneira tão realista que paralisa a razão é causa o medo da
morte.
Atualmente o temor da morte já não é tão comum quanto o era, na época em que não
havia ainda as grandes universidades. As cientistas lançaram as luzes da verdade
sobre o mundo e essa verdade está libertando, rapidamente, homens e mulheres, do
terrível medo da morte. As jovens que freqüentam as universidades e outras
instituições de ensino não se
(p. 198)
impressionam facilmente com o “fogo e o enxofre”. Com o
auxílio da biologia, da astronomia, da geologia e outras ciências afins, os
temores da Idade Média, que dominavam a mente humana, foram dissolvidos.
O mundo inteiro consiste apenas de duas coisas: energia e matéria. Em física
elementar aprendemos que nem a matéria nem a energia (as únicas realidades que o
homem conhece), podem
ser criadas ou destruídas. Tanto a matéria como a energia podem ser transformadas, mas nunca destruídas.
A vida é energia, não há dúvida nenhuma. Se nem energia, nem matéria podem ser
destruídas, é claro que a vida não pode ser destruída. Como
outras formas de energia, pode passar por vários processos de transição,
ou transformação, mas não pode ser destruída. A morte é mera transição.
Se a morte não for mera transformação ou transição, então nada mais vem depois
dela senão um sono longo, eterno, tranqüilo e o sono não deve
ser temido. Assim, você poderá eliminar, para sempre, o medo da morte.
Três Sintomas que Demonstram
Medo da Morte
1. Pensar em morrer: Hábito que prevalece entre os idosos, embora
os mais jovens se preocupem muitas vezes com a morte em vez de aproveitar a vida
ao máximo. Isso se deve,
freqüentemente à falta de propósito ou a inabilidade de encontrar – talvez
graças à falta de propósito – uma profissão adequada. O maior remédio para o
medo da morte é o desejo ardente de realização, baseado em serviços úteis aos
outros. A pessoa ocupada não pensa em morrer.
2. Associação com o medo da pobreza: Pode-se temer o assalto da pobreza na própria
vida ou que a morte cause pobreza aos seres amados.
3. Associação com doença ou desequilíbrio: Doença física pode levar
à depressão mental. Decepção no amor, fanatismo religioso, estado grave de
neurose ou insanidade mesmo são também causas do medo da morte.
Preocupação É Medo
A preocupação é um estado de espírito, baseado no medo. Age com lentidão, mas
persistentemente. É insidiosa e sutil. Passo a passo ela se infiltra, até
paralisar a faculdade de raciocínio,
(p. 199)
destruindo a autoconfiança e a iniciativa. Preocupação
é uma forma de medo admitido, causado pela indecisão: portanto, é um estado de
espírito controlável.
Mente alterada é mente inútil. A indecisão altera a mente. A maioria das pessoas
não possui o poder de chegar às decisões com rapidez, sustentando-as depois de
tornadas.
Condições não nos preocupam, uma vez alcançada a
decisão de seguir uma linha de ação definida. Certa vez entrevistei um homem que
seria eletrocutado dali a duas horas. O condenado era o mais calmo dos oito
prisioneiros, que com ele estavam na cela da morte. Sua calma fez com que lhe
perguntasse o que sentia, sabendo que entraria na eternidade dali a pouco. Com
um sorriso de confiança, respondeu: “Sinto-me otimamente. Imagine só,
companheiro, minhas preocupações logo terminarão. Só tive preocupações em toda a
minha vida. Sempre foi difícil conseguir alimento e vestuário. Logo mais não
precisarei dessas coisas. Sinto-me bem desde que soube, com certeza, que deveria
morrer. Resolvi, então, aceitar o destino com bom humor”.
Enquanto falava, devorava um jantar de proporções suficientes para três homens,
comendo cada porção que lhe traziam e, aparentemente, apreciando-as como se nada
fatal o aguardasse. A decisão lhe trouxe resignação ao seu destino! A decisão
pode também impedir a aceitação de circunstâncias indesejáveis.
Os seis temores básicos se traduzem num estado de preocupação, através da
indecisão. Liberte-se para sempre do medo da morte, chegando à decisão de
aceitar a morte como um acontecimento inevitável. Vença o medo da pobreza
chegando a decisão de se conformar com qualquer riqueza
que possa acumular sem preocupações. Pise com força no medo da crítica,
alcançando a decisão de não se preocupar com o que os outros possam pensar, fazer ou
dizer. Elimine o medo da velhice, tomando a decisão de aceitá-la, não como
desvantagem, mas como benção, que traz sabedoria, autocontrole e compreensão
desconhecidos à juventude. Isente-se do medo das doenças com a decisão de
esquecer os sintomas. Domine o medo da perda de amor, chegando à decisão de
viver sem amor, se isso for necessário.
Mate o hábito de preocupação, sob todos os aspectos, tomando a decisão geral,
coletiva, de que nada que a vida tem
(p. 200)
a oferecer vale o preço da preocupação. Com essa decisão virá o
equilíbrio, paz de espírito e a tranqüilidade de pensamento que trazem a
felicidade.
O homem cuja mente está cheia de medo, não só destrói suas próprias
oportunidades de ação inteligente, como transmite essas vibrações destrutivas as
mentes dos que entram em contato com ele, destruindo-lhes, ainda, as
oportunidades.
Até o cachorro e o cavalo sabem quando falta coragem ao dono; captarão as
vibrações de medo emitidas pelo dono, comportando-se de acordo. Mesmo descendo a
escala da inteligência, no reino animal, encontra-se essa mesma capacidade de
captar as vibrações de medo.
Pensamento Que Destrói
As vibrações de medo passam de uma mente a outra com a mesma rapidez e segurança
com que o som da voz humana passa da estação transmissora ao aparelho receptor
de rádio.
A pessoa que exprime em palavras pensamentos negativos e destrutivos é quase
certo que experimente os resultados de suas palavras, em forma de
“retribuição” destrutiva. A liberação de impulsos de pensamentos destrutivos,
sem auxílio de palavras, também produz “retribuição” de vários modos. Em
primeiro lugar, e talvez o mais importante de ser lembrado, é que a pessoa que
libera pensamentos de natureza destrutiva deve sofrer danos através do
aniquilamento da faculdade da imaginação criadora. Em segundo lugar, a presença
de qualquer emoção destrutiva na mente desenvolve uma personalidade negativa,
que repele as pessoas, convertendo-as, freqüentemente,
O que você procura na vida, presumivelmente, é alcançar sucesso. Para ser bem
sucedido é preciso encontrar paz de espírito, satisfazer as necessidades
materiais da vida e, acima de tudo, atingir a felicidade Todas essas evidências
de sucesso começam em forma de impulsos de pensamento.
Você pode controlar a mente, tem o poder de fornecer-lhe os impulsos de
pensamento que escolher. Com esse privilégio
(p. 201)
vai também a responsabilidade de usá-lo de maneira construtiva.
Você é o senhor de seu destino terreno, do mesmo modo que possui o poder de
controlar seu ambiente, tornando sua vida o que deseja que ela seja – ou pode
deixar de exercer o privilégio que lhe pertence, de fazer sua vida de encomenda,
jogando-se assim ao alto mar das “circunstâncias”, onde será balançado para cá e
para lá, qual casquinha nas ondas do oceano.
Você É Suscetível Demais?
Somado aos Seis Temores Básicos, existe outro mal de que sofrem as pessoas.
Constitui solo rico, em que as sementes do fracasso crescem em abundância. É tão
sútil, que sua presença muitas vezes nem e notada. Essa atribulação não
pode ser chamada, com propriedade, de temor. Está mais arraigada e
é mais freqüentemente fatal que todos os seis temores juntos. Por falta
de um nome melhor, chamemos o mal de suscetibilidade a influências negativas.
Homens que acumulam grandes riquezas sempre se protegem contra o mal. Os
indigentes nunca o fazem! Os que obtêm êxito em qualquer profissão devem
preparar a mente para resistir ao mal. Se você está estudando esta filosofia com
o intuito de acumular riquezas, examine-se com cuidado, para determinar se é
suscetível a influências negativas. Se negligenciar essa auto-análise, perderá o
direito de alcançar o objeto de seus desejos.
Faça uma análise perscrutadora. Depois de ler as perguntas preparadas para a
auto-análise, atenha-se a um balanço estrito, nas respostas. Enfrente a tarefa
com o mesmo cuidado com que vasculharia a presença de outro inimigo, que o
estivesse esperando numa armadilha e saiba lidar com as próprias falhas como o
faria com um inimigo mais tangível.
Você pode facilmente se proteger contra assaltantes de estrada, porque a lei
fornece cooperação organizada a seu favor; mas esse “sétimo mal básico”
é mais difícil de dominar porque o ataca quando você nem lhe percebe a presença.
Enquanto você dorme e enquanto está desperto. A arma que usa é intangível,
porque consiste apenas de um estado de espírito. O mal também é perigoso, porque
ataca em tantas formas
(p. 202)
quantas são as experiências humanas. Às vezes, penetra a mente pelas palavras
bem intencionadas dos próprios parentes. Outras vezes, vem de dentro, pela
própria atitude mental de cada um. É sempre mortal como o veneno, embora não
mate com tanta rapidez.
Proteja-se
Para proteger-se contra influências negativas, sejam de sua própria criação ou
resultado de atividades de pessoas negativas, que o cercam, reconheça que possui
força de vontade, colocando-o em uso constante até formar um muro de imunidade
contra influências de sua mente.
Reconheça o fato de que você e todo o ser humano são, por natureza, preguiçosos,
indiferentes e suscetíveis às sugestões que se harmonizem
com suas fraquezas.
Reconheça que você é suscetível, por natureza, aos seis temores básicos,
adquirindo hábitos que combatam tais temores.
Reconheça que influências negativas muitas vezes se exercem sobre seu
subconsciente, o que torna difícil captá-las e conserve a mente fechada contra
as pessoas que o deprimem ou desanimam de algum modo.
Falta uma limpeza no armário de remédios, jogando fora as comprimidos e pare de
alcovitar resfriados, dores e doenças imaginárias.
Procure, deliberadamente, a companhia de gente que a influencie a pensar e agir
por si.
Não espere aborrecimentos, pois eles têm o costume de não desapontá-lo.
Sem dúvida, a fraqueza mais
comum dos seres humanos é a de deixar a mente aberta à influência negativa dos
outros. Essa fraqueza é ainda mais prejudicial porque a maioria das pessoas não
reconhece que carrega consigo a maldição e os que a reconhecem, deixam de
corrigi-la ou recusam-se a corrigir o mal até se tomar parte incontrolável de
seus hábitos diários.
Para ajudar aos que se querem ver como realmente são, foi preparada essa lista
de perguntas. Leia-as e dê as respostas em voz alta, para que possa ouvir a
própria voz. Isso lhe facilitará ser franco consigo mesmo.
(p. 203)
Pense Antes de Responder
Você se queixa, com freqüência, de “sentir-se mal” e, quando isso acontece, qual
a causa?
Encontra defeitos nos outros à menor provocação. Comete erros freqüentes em seu
trabalho e, se é assim, por quê?
É sarcástico e ofensivo ao conversar?
Evita, deliberadamente, a companhia de qualquer pessoa e, sendo assim, por quê?
Sofre muito de indigestão? Se sofre, qual a causa?
A vida lhe parece fútil e o futuro sem
esperança? Gosta da sua profissão? Se não, por quê?
Sente, com freqüência, autocompaixão? Se sente, por
quê?
Sente inveja dos que o superam?
A que dedica mais tempo: a pensar no sucesso ou no fracasso?
Está ganhando ou perdendo confiança em si mesmo, à medida que envelhece?
Aprende algo de valor, dos erros cometidos?
Permite que algum parente ou amigo o preocupe? Se é
assim, por quê?
Acontece, às vezes, estar “nas nuvens” e outras vezes, nas profundezas do
desespero?
Quem exerce sobre você a influência mais inspiradora? Qual a causa?
Tolera influências negativas ou desanimadoras podendo evitá-las?
Não se importa com a aparência pessoal? Sendo assim, quando e por quê?
Aprendeu a “afogar as magoas” ficando ocupado demais para que o aborreçam?
Chamar-se-ia de “Maria-vai-com-as-outras” se permitisse aos outros pensarem por
você?
Quantos distúrbios evitáveis o aborrecem e por que os tolera?
Recorre à bebida, narcóticos ou cigarros para “acalmar os nervos”?
Se é assim, por que não tenta a força de vontade em lugar deles?
Alguém o “caceteia”? Por quê?
Tem algum propósito importante e, sendo assim, o que é e quais os planos para
alcançá-lo?
(p. 204)
Sofre de algum dos seis temores básicos? De qual deles?
Possui um método que o proteja das
influências negativas?
Faz uso deliberado da auto-sugestão, para tomar a mente positiva?
O que preza mais: suas propriedades materiais ou o privilégio de controlar os
próprios pensamentos?
É facilmente influenciado por outros, contra seu próprio juízo?
O dia de hoje acrescentou alguma coisa ao seu estoque de conhecimentos ou estado
de espírito?
Encara, com coragem as circunstâncias que o tomam infeliz ou
evita a responsabilidade?
Analisa os erros e fracassos, tentando tirar vantagens deles, ou sua atitude é
de que isso não lhe compete?
Pode enumerar três de suas fraquezas mais prejudiciais? O que está fazendo para
corrigi-las?
Você anima os outros a lhe contarem suas preocupações, despertando-lhe a
compaixão?
Escolhe, das experiências diárias, lições ou influências que
possam ser úteis ao seu progresso pessoal?
Sua presença exerce influência negativa sobre os outros, via de regra?
Quais os hábitos alheios que mais o aborrecem?
Forma opiniões próprias ou deixa-se influenciar pelos outros?
Aprendeu a criar um estado de espírito capaz de escudá-lo contra influências
desanimadoras?
Sua profissão lhe inspira fé e confiança?
Sente-se possuidor de forças espirituais de poder suficiente para manter a mente
livre de todas as formas de medo?
A religião ajuda a manter sua mente objetiva?
Acha que é seu dever compartilhar das preocupações alheias? Por quê?
Se acredita que “cada qual com seu igual”, o que descobriu a
seu respeito, estudando os amigos que atrai?
Qual a ligação, se é que existe, que vê entre as pessoas com as quais se dá mais
intimamente e infelicidade que possa experimentar?
Seria possível que alguém, a quem considera amigo, seja na realidade seu pior
inimigo, devido à influência negativa sobre sua mente?
(p. 205)
De acordo com que regras julga os que lhe são úteis e os que lhe prejudiciais?
Seus companheiros mais íntimos são superiores ou inferiores a você mentalmente?
De cada vinte e quatro horas, quanto tempo dedica a:
a. suas ocupações
b. sono
c. jogos e descanso
d. aquisição de conhecimentos úteis
e. simples perda de tempo?
Quem, entre seus amigos:
a. o anima mais
b. o admoesta mais
c. o desanima mais?
Qual a sua maior preocupação? Por que a tolera?
Quando alguém lhe oferece conselho de graça, não solicitado, você o aceita sem
discutir ou analisa-lhe os motivos?
O que deseja acima de tudo? Pretende
adquiri-lo? Está disposto a subordinar todos os outros desejos a esse? Quanto
tempo diário dedica a sua aquisição?
Você muda de opinião com freqüência? Por quê?
Costuma terminar tudo o que começa?
Impressiona-se facilmente com os negócios alheios ou títulos profissionais,
graus universitários, riqueza?
É facilmente influenciável pelo que os outros pensam e dizem de você?
Liga-se às pessoas por causa do status social ou financeiro
delas?
Qual,
na sua opinião, a pessoa viva mais importante? De que
modo essa pessoa lhe é superior?
Quanto tempo dedicou a estudar e responder a essas perguntas? (Pelo menos um dia
é necessário para a análise e resposta da lista toda.)
Se respondeu com franqueza a todas as perguntas, sabe agora
mais a seu próprio respeito do que a maioria das pessoas. Estude,
cuidadosamente, as perguntas, volte a elas uma vez por semana, durante vários
meses. E, surpreenda-se com a quantidade de conhecimentos extraordinários, de
grande valor para
(p. 206)
você, que terá adquirido pelo simples método de
responder as perguntas com franqueza. Se não tiver certeza das respostas
referentes a algumas das questões, peça a orientação de quem o conheça bem,
principalmente dos que não têm motivos para agradá-lo, e veja-se através dos
olhos deles. A experiência será surpreendente.
A Diferença Que o Controle
Mental Faz
Você só tem controle absoluto sobre uma
coisa: seus pensamentos. Esse é o fato mais significativo e inspirador que se
conhece! Reflete a natureza divina do homem. Essa prerrogativa divina é o único
meio pelo qual você pode controlar seu destino. Se você não conseguir controlar
a mente, esteja certo de que não pode controlar mais nada. Se tiver de ser
descuidado com suas posses, que o seja com relação às coisas materiais. A mente é sua propriedade espiritual! Projeta-a e use-a com o cuidado que a
propriedade divina merece. Para isso lhe foi dada a
força de vontade.
Infelizmente, não há proteção legal contra os que, intencionalmente ou por
ignorância, envenenam a mente alheia, por sugestão negativa. Esse tipo de
destruição deveria ser punível por meio de pesadas penalidades legais, porque
pode – e o faz muitas vezes – destruir as oportunidades de alguém adquirir
coisas materiais, protegidas por lei.
Homens de mente negativa tentaram convencer Thomas A. Edison de que não saberia
construir a máquina capaz de gravar e reproduzir a voz humana, “porque”,
argumentavam, “ninguém tinha jamais produzido tal máquina.” Edison não lhes deu
crédito. Tinha a certeza de que a mente poderia produzir qualquer coisa que
concebesse e em que acreditasse e foi isso que elevou o grande Edison acima do
rebanho comum.
Homens de mente negativa disseram a F. W. Woolworth
que iria à falência, tentando dirigir uma loja dos “dois mil réis”. Não lhes deu
confiança. Sabia que faria qualquer coisa razoável, se baseasse os planos na fé.
Exercendo o direito de impedir que sugestões negativas alheias lhe penetrassem a
mente, empilhou uma fortuna de mais de cem milhões de dólares.
Gente incrédula zombava, com desprezo, de Henry Ford, quando esse experimentou o
primeiro automóvel, rusticamente construído, nas ruas de Detroit. Alguns
afirmavam que a coisa
(p. 207)
nunca se tornaria prática. Outros diziam que ninguém daria dinheiro por uma
geringonça daquelas. Ford proclamou: “Cercarei a Terra de automóveis seguros.”
Foi o que fez! Para beneficiar os que procuram vastas riquezas, que seja
lembrado que a única diferença entre Henry Ford e a maioria dos que trabalham é
essa: Ford tinha mente e controlava-a. Outros as têm, mas não tentam
controlá-la.
Controle mental é resultado de autodisciplina e hábito. Ou você controla a mente
ou ela o controla. Não há meio termo. O método mais prático de controlar a mente
é o hábito de manter-se ocupado, com propósito definido, apoiado em um plano
definido. Estude a história de qualquer homem que tenha alcançado sucesso
notável e observará que ele tem controle sobre a mente, além de exercer o
controle e dirigi-lo para a realização de objetivos definidos. Sem esse
controle, o sucesso não é possível.
Você Usa Esses Álibis?
As pessoas que não obtém êxito possuem um traço em comum. Conhecem todas as razões do fracasso e têm o que acreditam ser álibis incontestáveis para explicar sua falta
de realizações.
Alguns dos álibis são inteligentes e há os que se justificam pelos fatos. Mas
álibis não servem de dinheiro. O mundo só quer saber de uma coisa: você alcançou
sucesso?
Um analista de caráter compilou uma lista dos álibis mais comumente empregados.
Ao ler a lista, examine-se cuidadosamente, determinando quantos deles são
propriedade sua. Lembre-se também que a filosofia apresentada nesse livro torna
qualquer desses álibis obsoleto.
Se eu não tivesse mulher e família ...
Se eu tivesse “pistolão” ...
Se eu tivesse dinheiro ...
Se eu tivesse boa instrução ...
Se eu pudesse arranjar um emprego ...
Se eu gozasse de boa saúde
...
Se eu tivesse tempo ...
Se os tempos fossem melhores ...
Se os outros me compreendessem ...
(p. 208)
Se as condições que me cercam fossem diversas ...
Se pudesse viver minha vida novamente ...
Se eu não temesse o que “eles” diriam ...
Se me tivessem dado uma oportunidade ...
Se eu tivesse agora uma oportunidade ...
Se não implicassem comigo ...
Se nada acontecer que me impeça ...
Se eu fosse mais jovem ...
Se eu pudesse fazer o que
quero ...
Se tivesse nascido rico ...
Se pudesse encontrar “as pessoas certas”
...
Se eu tivesse o talento que alguns têm ...
Se eu ousasse me impor ...
Se eu tivesse aproveitado oportunidades passadas ...
Se as pessoas não me enervassem ...
Se eu não tivesse de lidar com a casa e com as crianças ...
Se eu pudesse economizar algum dinheiro ...
Se o patrão me desse valor ...
Se eu tivesse alguém que me ajudasse ...
Se minha família me entendesse ...
Se eu vivesse numa cidade grande ...
Se eu pudesse começar ...
Se eu fosse livre ...
Se eu tivesse a personalidade de algumas pessoas ...
Se eu não fosse tão gordo ...
Se conhecessem meu talento ...
Se pudesse conseguir uma oportunidade ...
Se pudesse saldar minhas dívidas ...
Se eu não tivesse fracassado ...
Se eu soubesse como ...
Se todos não fossem contra mim ...
Se eu não tivesse tantas preocupações ...
Se eu pudesse me casar com a pessoa certa ...
Se as pessoas não fossem tão tolas ...
Se minha família não fosse tão extravagante ...
(p. 209)
Se eu tivesse mais confiança em mim mesmo ...
Se a sorte não estivesse contra mim ...
Se eu não tivesse nascido sob signo errado ...
Se não fosse verdade que “o que têm de ser, será” ...
Se eu não tivesse de trabalhar tão arduamente ...
Se eu não tivesse perdido dinheiro ...
Se eu morasse noutro bairro ...
Se eu não tivesse um “passado” ...
Se eu tivesse um negócio só meu ...
Se os outros me ouvissem ...
SE ... e esse é o maior de todos...
se eu tivesse a coragem de me ver como sou realmente, descobriria o
que há de errado comigo e me corrigiria. Poderia então ter oportunidade de lucrar com
meus erros e aprender algo da experiência alheia, pois sei que há algo errado
comigo, senão estaria agora onde estaria se tivesse passado mais tempo
analisando minhas fraquezas e menos tempo criando álibis para encobri-las.
O Hábito Fatal ao Sucesso
Criar álibis para explicar o fracasso é passatempo nacional. O hábito é antigo
como a raça humana e é fatal ao sucesso! Por que é que as pessoas se agarram aos
álibis favoritos? A resposta é óbvia. Defendem os álibis porque os criam! O
álibi do homem é fruto de sua imaginação. É da natureza humana
defender o filho cerebral.
Criar álibis é hábito profundamente arraigado. É difícil romper hábitos,
especialmente quando são
uma justificativa de algo que fazemos. Platão pensava nessa verdade, ao dizer:
“A primeira e melhor vitória é conquistar a si mesmo. Ser conquistado por si
mesmo é a mais vergonhosa e vil das coisas”.
Outro filósofo tinha o mesmo pensamento em mente, ao afirmar: “Foi para mim
grande surpresa descobrir que toda a lealdade que via nos
outros, não passava de reflexo de minha própria natureza”.
“É sempre um mistério para mim”, disse Elbert
Hubbard, “por que as pessoas passam
tanto tempo se iludindo, deliberadamente, criando álibis para encobrir suas
fraquezas. Se fosse
(p. 210)
usado de maneira diferente esse mesmo tempo seria suficiente para curar a
fraqueza, de modo que então não seriam necessários álibis”.
Encerrando, quero lembrar-lhe que: “A vida é um tabuleiro de xadrez e o jogador
à sua frente é o tempo. Se você hesitar na jogada ou deixar de jogar com
rapidez, suas peças serão eliminadas até lá. Você está jogando contra um
parceiro que não tolera indecisão”!
Antigamente você poderia ter uma desculpa lógica por não ter forçado a vida a
lhe dar o que queria, mas esse hábito é agora obsoleto, porque você está de
posse da chave-mestra que abre a porta da vida a riquezas fartas.
A chave-mestra e intangível, mas poderosa! É o privilégio de criar, em sua mente, um desejo ardente por uma espécie definida
de riquezas. Não há penalidade imposta pelo uso da chave, mas há um preço a
pagar se não a usar. O preço é o fracasso. Há um prêmio de proporções estupendas
se puser a chave em uso. É a satisfação que atinge aos que conquistam a si mesmos e forçam a vida a pagar a que
lhe pedem.
O prêmio vale seu esforço. Você vai começar e se convencer?
“Se tivermos afinidade”, disse o imortal Emerson, “encontrar-nos-emos.” Ao
terminar, lanço mão do seu pensamento para dizer: “Se temos afinidade, então já
nos encontramos, através dessas páginas”.
PONTOS A FIXAR:
Temores são comuns e alguns até
justificáveis. Mas há os que podem lançar raízes e crescer sem que você o
perceba – a não ser que se livre da indecisão e da dúvida, que semeiam as
sementes do medo.
Os álibis que usar dizem muito a seu respeito. Nenhum
álibi deve detê-lo, enquanto você segue a máxima: PENSE E ENRIQUEÇA.
Você reúne riquezas em dinheiro e riquezas incomensuráveis em dinheiro – embora
o dinheiro o ajude a encontrar felicidade, vida longa, diversão, paz de
espírito.
O mais valioso de todos os tesouros – a boa saúde – pode ser seu se dominar o
medo e se livrar das doenças que pode trazer. Os mais deslumbrantes tesouros
estão à sua espera, para que estenda as mãos e os alcance!
O homem sem temor vence nos horizontes longínquos.
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