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PASSO NÚMERO 4
EM DIREÇÃO À
RIQUEZA:
CONHECIMENTO ESPECIALIZADO
Sua instrução é o que você faz dela; você
achará o conhecimento que o conduzirá
onde quer chegar. Não será preciso começar de baixo se
seguir esse plano simples.
HÁ DUAS ESPÉCIES de conhecimento: o geral e o especializado. O conhecimento
geral, por maior que seja em quantidade ou variedade, pouco serve para a
acumulação de dinheiro. As congregações das grandes universidades possuem, em
conjunto, praticamente todas as formas de conhecimento, conhecidas da
civilização. A maioria dos professores
tem pouco dinheiro.
Especializam-se em ensinar
conhecimentos, mas não se especializam na organização ou no uso do
conhecimento.
O conhecimento não atrai dinheiro, a não ser que seja organizado e
inteligentemente dirigido, através de planos de ação práticos, com o objetivo definido de
acumular dinheiro. A falta de compreensão desse fato tem sido fonte de confusão
para milhões de pessoas, que crêem, falsamente,
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que “conhecimento é poder”. Nada disso! Conhecimento é apenas poder em potencial. Só se
torna poder se for, e quando for organizado em planos de ação definidos e
dirigidos a um fim definido.
Esse “elo ausente” em todos os sistemas de educação pode ser encontrado no
fracasso de instituições educacionais em ensinar aos estudantes como organizar e
usar o conhecimento, depois de adquiri-lo.
Muitos cometem o erro de presumir que porque Henry Ford teve pouca “instrução”,
não era um homem “instruído”. Os que cometem esse erro não compreendem o
significado real da palavra “educar”. Ela é derivada do latim educo,
que significa eduzir, derivar, desenvolver.
O homem educado nem sempre e o que têm abundância de conhecimentos gerais ou
especializados. O homem educado é o que desenvolveu as faculdades da mente de
tal modo, que poderá adquirir o que deseja, ou seu equivalente, sem violar os
direitos alheios.
Suficientemente “Ignorante”
para Fazer Fortuna
Durante a Primeira Guerra Mundial, um jornal de Chicago publicou certos artigos
nos quais, entre outras afirmações, Henry Ford era chamado de “pacifista
ignorante”. Ford protestou contra as afirmações e processou o jornal por
difamação. Em juízo, os advogados do jornal pleitearam uma justificação e
chamaram Ford para depor, com o propósito de provar ao júri que ele era
ignorante. Fizeram-lhe muitas perguntas, todas com o fim de provar que,
conquanto possuísse considerável conhecimento especializado, referente à
fabricação de automóveis, não passava, de modo geral, de um ignorante.
Importunaram-no com perguntas como as que se seguem:
“Quem foi Benedict Arnold?” e “Quantos soldados mandaram os ingleses para os
Estados Unidos, para debelar a revolução de 1776?” Em resposta à última
pergunta, disse Ford: “Não sei o número exato de soldados que os britânicos
mandaram, mas sei que era consideravelmente maior do que o que voltou.”
Afinal, Ford cansou-se dessa espécie de perguntas e, em resposta a uma,
especialmente ofensiva, debruçou-se, apontou o dedo para o advogado que a fizera
e disse: “Se eu quisesse realmente responder a pergunta tola
que o senhor acabou de
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fazer, ou a qualquer outra que me foi feita, deixe-me lembrá-lo de que tenho,
na minha mesa, uma fileira de botões elétricos. Se aperto o botão certo, posso chamar a minha presença, para
auxiliar-me, homens que podem responder a qualquer pergunta que eu queira fazer,
referente ao negócio a que venho devotando os meus esforços. Tenha, pois, a
bondade de me dizer porque
iria eu atravancar a cabeça com conhecimentos gerais, para poder responder a
perguntas, se tenho homens a minha volta, capazes de fornecer qualquer
conhecimento exigido?”
Certamente havia muita lógica nessa resposta.
O advogado ficou desconcertado. Todos, no tribunal, compreenderam que era a
resposta, não de um ignorante, mas de um homem instruído. Todo homem que sabe
onde encontrar o conhecimento de que necessita e sabe organizar esse
conhecimento em planos de ação, e um homem instruído. Com a assistência do seu
grupo de “Mente Superior”, Henry Ford tinha em seu poder todo o conhecimento
especializado de que necessitava, para capacitá-lo a tornar-se um dos homens
mais ricos dos Estados Unidos. Não era
essencial que tivesse as conhecimentos em sua própria
mente.
É Fácil Adquirir
Conhecimentos
Antes de ter certeza da sua capacidade de transmutar desejo em seu equivalente
monetário, você precisara de conhecimentos especializados sobre o serviço ou
mercadoria que pretende oferecer em troca da fortuna. Talvez necessite de muito
mais conhecimento especializado do que possa, por capacidade ou inclinação,
adquirir. Nesse caso, sua fraqueza pode ser remediada pelo auxílio do grupo de
“Mente Superior”.
O acúmulo de grandes fortunas exige poder e esse é adquirido através de
conhecimentos altamente organizados e inteligentemente dirigidos, mas esses
conhecimentos não precisam, obrigatoriamente, estar na posse do homem que
acumula a fortuna.
O parágrafo anterior deve dar esperança e coragem ao homem que têm a ambição de
acumular fortuna e que não possui a necessária “instrução” para ter o
conhecimento especializado de que possa precisar. Às vezes, homens atravessam a
vida sofrendo de “complexos de inferioridade”, por não serem homens de
“instrução”. O homem que sabe organizar e
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dirigir um grupo de homens de “Mente Superior”, possuidores do conhecimento
necessário na acumulação de dinheiro, é tão instruído quanto qualquer um do
grupo.
Thomas A. Edison só teve três meses de instrução escolar, em toda a vida. Não
lhe faltou educação; nem morreu pobre.
Henry Ford pouco mais teve que o segundo ano primário; no entanto, saiu-se muito
bem, do ponto de vista financeiro.
Conhecimento especializado é uma das formas mais difundidas e baratas de
serviço, que se possa encontrar! Se duvidar, consulte a folha de pagamento de
qualquer universidade.
Onde Encontrar Conhecimentos
Antes de mais nada, resolva o tipo de conhecimento especializado que precisa e o
fim para o qual é necessário. Em grande parte será seu objetivo principal na
vida, o fim pelo qual trabalha que ira ajudar a determinar o conhecimento
exigido. Resolvida essa questão, o passe seguinte exige que você tenha
informações precisas sobre fontes de conhecimento fidedignas. Dessas, as mais
importantes são:
1. A experiência e educação próprias.
2. Experiência e educação acessíveis, através
da cooperação de outros (Aliança da Mente Superior).
3. Colleges e universidades.
4. Bibliotecas públicas (em livros e revistas,
em que pode ser encontrado todo o conhecimento organizado pela civilização).
5. Cursos especiais de treinamento (em escolas
noturnas e cursos domiciliares, em especial).
Ao ser adquirido, o conhecimento precisa ser organizado e aplicado para um
objetivo definido, através de planos práticos. O conhecimento só tem valor pelo
que se aproveita de sua aplicação a um fim útil.
Se você pensa em instrução adicional, resolve primeiro qual o objetivo do
conhecimento que procura, depois indague onde obter esse determinado tipo de
conhecimento.
Homens de sucesso, em todas as profissões, jamais param de adquirir conhecimento
especializado, relacionado com seu principal propósito, negócio eu profissão. Os
que não têm
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sucesso, geralmente cometem o erro de acreditar que a período de aquisição de
conhecimentos termina ao terminar a escola. A verdade é que a instrução escolar
pouco mais faz que encaminhar a pessoa no sentido de aprender a adquirir
conhecimento prático.
A ordem do dia é a especialização! Essa verdade foi salientada por Robert P. Moore (ex-diretor de colocações na Universidade de Columbia)
numa notícia de jornal:
ESPECIALISTAS MAIS PROCURADOS
Particularmente procurados por companhias de
colocações são os candidatos que se especializaram em algum campo – diplomados
em escola de comércio, com curso de contabilidade e estatística, engenheiros de
todas as espécies, jornalistas, arquitetos, químicos e também dirigentes
excepcionais e homens de atividade da classe adiantada.
O homem ativo na universidade cuja personalidade faz com que se dê bem com
todos, e que foi bem nos estudos, tem uma superioridade marcante sobre o
estudante estritamente acadêmico. Alguns desses, por suas qualificações variadas
receberam inúmeras ofertas de cargos, alguns até em número de seis.
Uma das maiores companhias industriais, a maior do ramo, ao escrever ao senhor Moore com relação a bacharelandos promissores, disse:
“Estamos interessados, primeiramente, em encontrar homens que possam fazer
progresso excepcional em trabalhos de direção. Por, essa razão, acentuamos as
qualidades de caráter, inteligência e personalidade muito mais que as de
conhecimentos específicos.”
Propondo um sistema de “aprendizado” de estudantes em escritórios, lojas e
indústrias durante as férias de verão, o senhor Moore declarou que, depois de dois ou três anos de college, todo estudante deveria ser convidado a
“escolher um curso futuro definido e parar se estava apenas passando, agradavelmente, sem nenhum propósito, por um
currículo acadêmico geral.”
“Colleges e universidades devem encarar a. consideração, prática, de que todas as
profissões e ocupações agora exigem especialistas, disse ele, propondo que
instituições educativas aceitem responsabilidade mais direta na orientação
vocacional.
Uma das fontes de conhecimento mais honestas e práticas, acessíveis aos que
precisarem de instrução especializada, são os cursos noturnos, que funcionam na
maioria das grandes cidades. Os cursos por correspondência fornecem treinamento
especializado em todos os lugares onde chega o correio norte-americano, sobre qualquer matéria
possível de ser ensinada pelo método
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de extensão. Uma das vantagens do estudo domiciliar e a flexibilidade dos
programas de estudo, que permite que se estude nos momentos livres. Outra
vantagem do estudo domiciliar (se o curso for bem escolhido) e o fato de que a
maioria dos cursos oferecidos por escolas de ensino domiciliar, fornece
generosos privilégios de consulta, de valor inestimável aos que precisam de
conhecimento especializado. Seja onde for que você more, pode aproveitar os
benefícios.
Estudo e Autodisciplina
Tudo o que se adquire sem esforço e sem gastos, geralmente nos parece de menor
valor, às vezes até sem valor nenhum; talvez por isso é que aproveitamos tão pouco nossa maravilhosa oportunidade
em escolas públicas. A autodisciplina que se recebe de um programa definido de
estudo especializado compensa, até certo ponto, a oportunidade perdida, quando o
conhecimento pode ser adquirido sem gastos. Escolas por correspondência são
instituições comerciais altamente organizadas. Suas taxas de inscrição são tão
baixas que são forçadas a insistir em pagamentos rápidos. Sendo obrigado a
pagar, tenha o estudante boas notas ou más, o efeito e de seguir o curso até o
fim, quando, de outra maneira, desistiria. As escolas por correspondência não
insistiram suficientemente nessa questão, pois a verdade é que seus
departamentos de cobrança constituem a melhor espécie de treinamento em decisão, rapidez e o hábito de terminar o que se começa.
Aprendi isso por experiência, há mais de quarenta e cinco anos. Matriculei-me
num curso de propaganda, por correspondência. Após oito ou dez lições, parei de
estudar, mas a escola não parou de me mandar às contas. Além disso, insistia no
pagamento, quer eu continuasse os estudos, quer não. Decidi que, se
tivesse de pagar pelo curso (a que me obriguei legalmente), deveria completar as
lições, para aproveitar meu dinheiro. Achei, na época, que o sistema de cobrança
da escola era bem organizado demais, mas aprendi, mais tarde, na vida, que essa
era uma parte valiosa do curso, pela qual nada se cobrou. Sendo forçado a pagar,
continuei e completei o curso. Descobri, mais tarde, que o eficiente sistema de
cobrança da escola valera muito como dinheiro ganho, por causa do aprendizado de
propaganda que tão relutantemente terminei.
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Nunca É Tarde Demais para
Aprender
Temos, em nosso país, o que se diz ser o
maior sistema de escolas públicas do mundo. Uma das coisas estranhas a respeito
dos seres humanos e que só dão valor ao que têm preço. As escolas gratuitas dos
Estados Unidos e as bibliotecas públicas gratuitas, não impressionam as pessoas, por serem gratuitas. Essa é a principal razão pela qual tanta
gente acha necessário adquirir instrução adicional, depois de deixarem
a escola e irem trabalhar. É também uma das razões principais pelas quais
os empregadores têm mais consideração para com os empregados que fazem cursos
domiciliares. Aprenderam, por experiência própria, que qualquer pessoa que tiver
ambição bastante para desistir de parte de seu tempo livre, para estudar em
casa, tem em si as qualidades que fazem um líder.
Existe uma fraqueza nas pessoas para a qual não há remédio: é a fraqueza
universal da falta de ambição! As pessoas, principalmente as assalariadas, que
reservam o tempo livre para estudo domiciliar, raramente ficam por baixo,
durante muito tempo. Sua ação abre caminho para a ascensão social, remove muitos
obstáculos do caminho e conquista o interesse amigo dos que têm o poder de
encaminhá-los para a oportunidade.
O método do estudo domiciliar de instrução adapta-se,
de modo especial, as necessidades dos empregados que acham, depois de deixar a
escola, que precisam adquirir conhecimento especializado adicional, mas não
dispõem de tempo livre para voltar a escola.
Stuart Austin Wier preparou-se para ser engenheiro
construtor, seguindo essa carreira até a depressão limitar o mercado a ponto de
não lhe proporcionar a renda necessária. Fez um inventário de si mesmo, resolveu
mudar a profissão para a·de advogado, voltou a escola e
fez cursos especiais, preparando-se para advogado de partido. Completado o
curso, passou nos exames e logo se impôs na profissão.
Para dar informação completa e antecipar os álibis dos que dirão: “Eu não
poderia ir à escola porque tenho família para sustentar”, ou “Estou velho
demais”, acrescentarei que Wier passava dos quarenta
anos e se casou ao voltar a escola. Além disso,
escolhendo com cuidado cursos altamente especializados em escolas bem
aparelhadas para ministrar as matérias
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que lhe interessavam, completou, em dois anos, o trabalho que exige, aos
demais estudantes de Direito, quatro anos. Compensa saber como comprar
conhecimentos!
Contabilidade Sobre Rodas
Examinemos um exemplo específico. O vendedor de uma mercearia encontrou-se, de
repente, desempregado. Tendo tido experiência anterior como guarda-livros, fez
um curso especial de contabilidade, familiarizando-se com os mais modernos
equipamentos contabilísticos e de escritório e começou
a trabalhar por conta própria. Iniciando com o dono da mercearia para a qual
trabalhara antes, fez contratos com mais de cem pequenos comerciantes, como
guarda-livros, por uma quantia mensal modesta. Sua idéia era tão prática, que
logo se tornou necessário organizar um escritório portátil, num caminhão de
entregas leves, que equipou com as mais modernas maquinas de contabilidade.
Agora ele tem uma frota desses escritórios de contabilidade “sobre rodas” e
emprega grande corpo de assistentes, fornecendo aos pequenos comerciantes o
melhor serviço de contabilidade que se pode obter por baixo custo.
Conhecimento especializado mais imaginação foram os ingredientes usados nesse
negócio sem par e de muito sucesso. O ano passado, o dono do negócio pagou
imposto de renda dez vezes superior ao do comerciante para o qual trabalhara, ao
perder o emprego.
O começo desta empresa comercial de êxito foi uma idéia!
Como eu tive o privilégio de fornecer a idéia ao vendedor desempregado, assumo
agora o privilégio de sugerir outra, que traz em si a possibilidade de uma renda
ainda maior.
Essa idéia foi dada pelo vendedor que desistiu de vender e organizou uma firma
de contabilidade, numa base atacadista. Quando se sugeriu o plano, como solução
ao problema de desemprego, ele exclamou rapidamente: “Gosto da idéia, mas não
sei como transformá-la em dinheiro.” Em outras palavras, queixou-se de que não
saberia como aproveitar, comercialmente, seus conhecimentos de contabilidade, depois que os adquirisse.
Isso trouxe à baila outro problema a
resolver. Com o auxílio de uma jovem datilógrafa, que sabia redigir uma
história, preparou-se um folheto muito atraente, descrevendo as vantagens do
novo sistema de contabilidade. As páginas foram
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bem datilografadas e coladas num livro de recordes comum, usado como
vendedor silencioso, com o qual a história de novo negócio era tão
eficientemente contada, que o dona logo se viu as voltas com mais pedidos do que
podia vencer.
O “Projeto” que Criou um
Emprego
Em nosso país, há milhares de pessoas, que precisam dos serviços de um
especialista em mercados, capaz de preparar um livrinho atraente, para usar na
oferta de serviços pessoais.
A idéia aqui descrita nasceu da necessidade, para sanar uma emergência que tinha
de ser vencida, mas não parou ao servir uma pessoa só. A moça que criou a idéia
tinha imaginação fértil. Vislumbrou a criação de nova profissão, capaz de servir
a milhares de pessoas, que precisam de orientação pratica ao oferecer serviços
pessoais.
Estimulada pelo sucesso instantâneo do seu “primeiro plano preparado para
oferecer serviços pessoais”, essa mulher enérgica voltou-se, em seguida, para a
solução de problema semelhante para o filho, que acabara de terminar os estudos,
mas que era totalmente incapaz de arranjar mercados para seus serviços. O plano
que arquitetou para ele era o melhor tipo de oferta de serviços pessoais que
jamais vi.
Quando terminou o livreto, esse continha quase cinqüenta páginas, muito bem
datilografadas, de informações bem organizadas, contando das habilidades
naturais do filho, sua instrução, experiências pessoais e grande variedade de
outros dados, extensos demais para uma descrição. O folheto continha, também,
completa descrição da posição que o filho desejava, juntamente com belíssimo
quadro de palavras sobre o plano exato que ele usaria, ao obter o cargo.
O preparo do livrinho exigiu várias semanas de trabalho, durante as quais sua
criadora mandava o filho a biblioteca publica, quase diariamente, para procurar
dados necessários a oferta de serviços mais vantajosa. Mandou-o também a todos
os competidores de seu empregador em perspectiva, deles obtendo informações
vitais, referentes aos métodos comerciais, o que era de grande valor na formação
do plano que pretendia usar se obtivesse o cargo desejado. Completado o plano,
esse continha meia dúzia de ótimas sugestões para usa e beneficio do empregador
em perspectiva.
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Economizou Dez Anos de
“Começo”
Dá vontade de perguntar: “Porque ter todo
esse trabalho para garantir um emprego?”
A resposta é: “Fazer bem uma coisa nunca é
trabalho! O plano que essa mulher preparou em beneficio do filho ajudou-o a
conseguir o emprego que procurava, na primeira entrevista e por um salário por
ele mesmo estipulado.”
Além disso – e isso também é importante – o cargo não exigia que o rapaz
começasse de baixo. Começou numa gerência media, com salário de dirigente de
empresa.
“Por que ter todo esse trabalho?”
Bem, em primeiro lugar, a apresentação planejada
da repetição desse jovem cortou nada menos que dez anos do tempo que teria
levado para chegar de onde começara, se tivesse
“começado de baixo e trabalhado para se elevar”.
Essa idéia de começar de baixo e subir pelo trabalho pode parecer sólida, mas a
principal objeção a ela é a seguinte: gente demais que começa de baixo nunca
consegue alçar a cabeça bastante alto para ser vista pela oportunidade, de modo
que fica no fundo mesmo. Deve-se lembrar também que a visão que se tem, no
fundo, não é muito alegre ou animadora. Tende a matar a ambição.
Chamamo-Ia de “entrar no mecanismo”, o que significa que aceitamos nosso
destino porque formamos o hábito da rotina diária, hábito esse que, finalmente,
se toma tão forte que cessamos a tentativa de exterminá-lo. Essa é outra razão
porque compensa começar a um ou dois passos acima do fundo. Fazendo-o, forma-se
o hábito de olhar a volta, de observar outros que sobem, de perceber a
oportunidades e abraçá-las sem hesitação.
O Mundo Ama os Vencedores
Dan Halpin é um
esplêndido exemplo do que quero dizer. Em seus dias de estudante de college, era dirigente do famoso time de futebol de Notre Dame, no campeonato de 1930,
quando era diretor o falecido Knute Rockne.
Halpin terminara os estudos numa época bastante
desfavorável, quando a depressão diminuíra muito os empregos. Após uma tentativa
em investimentos bancários e fitas de
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cinema, agarrou a primeira oportunidade para um futuro potencial, que conseguiu
encontrar – como vendedor de aparelhos elétricos de surdez, na base de
comissões. Qualquer um podia começar nessa espécie de emprego e
Halpin sabia-o, mas para ele era o suficiente para abrir as portas da
oportunidade.
Durante quase dois anos, continuou num emprego que não era do seu agrado, e
nunca teria sobrepujado o cargo se não tivesse tornado certas providências.
Primeiro, procurou obter o cargo de assistente do gerente de vendas da companhia
e conseguiu-o. Esse passo para cima elevou-o bem acima da multidão,
possibilitando-lhe ver oportunidade ainda maior. Além disso, colocou-o onde a
oportunidade podia vê-lo.
Conseguiu um índice de vendas tão bom, com os aparelhos de surdez, que o diretor
da companhia “Dictograph Products”, competidor da companhia para a qual Halpin trabalhava, queria saber algo sobre o tal de Dan Halpin, que tirava grandes
vendas da “Companhia Dictograph”. Mandou chamá-lo.
Quando a entrevista terminou, Halpin
era o novo gerente de vendas encarregado da Divisão Acústica. Depois; para por à
prova o valor de Halpin, Andrews foi embora para a
Flórida por três meses, deixando-o para afundar ou nadar no novo emprego. Não
afundou! O espírito de Knute Rocke, achando que “todo o
mundo ama os vencedores e não têm tempo para os vencidos”, inspirou-o a dar
tanto ao emprego, que foi eleito vice-presidente da companhia, cargo que muitos
se orgulhariam de alcançar em dez anos de esforço leal.
Halpin conseguiu o lugar em pouco menos de seis meses.
Um dos pontos principais que estou tentando salientar, através de toda essa
filosofia, é que galgamos altas ou permanecemos no fundo, por causa de condições
que podemos controlar – se quisermos controlá-las.
Não se Demore no Fundo
Estou, também, tentando salientar outro ponto, isto e, que tanto o sucesso como
o fracasso são, em grande escala, resultados do hábito! Não tenho a menor dúvida de que a
convivência de Halpin com o maior instrutor de futebol
que os Estados Unidos jamais conheceram, implantou-lhe na mente o mesmo tipo de
desejo de distinguir-se que tornou famoso, no
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mundo inteiro, o time de Notre
Dame. Em verdade, está certa a idéia de que adorar um herói é útil, desde
que se adore um vencedor.
Minha crença na teoria de que sociedades comerciais são fatores vitais, tanto no
fracasso como no sucesso, foi claramente provada quando meu filho Blair estava em negócios com Dan
Halpin, por um cargo. Halpin
ofereceu-lhe um salário inicial de mais ou menos meta de do que poderia ter
obtido de uma companhia rival. Pus em jogo a pressão paterna, induzindo-o a
aceitar o lugar, porque acredito que associação com quem se recusa a ceder em
certas circunstâncias que não lhe agradam, é uma vantagem que nunca poderá ser
medida em termos de dinheiro.
O fundo é um lugar monótono, sombrio,
desvantajoso, para qualquer pessoa. Por isso é que levei tanto tempo em
descrever como o começo, no fundo, pode ser evitado por um planejamento certo.
Você Pode Negociar a Si
Mesmo
A mulher que preparou o “Plano de Vendas de Serviços Pessoais” para o filho,
recebe agora pedidos de todas as partes do país, para cooperar no preparo de
planos similares, para outros que desejam oferecer serviços pessoais por mais
dinheiro.
Não se deve supor que o plano consista apenas numa técnica de vendas
inteligente, pela qual se auxilia homens e mulheres a pedirem e receberem mais
dinheiro pelos mesmos serviços que antes vendiam por pagamento menor. Ela cuida
dos interesses do comprador, assim como dos de vendedor de serviços pessoais,
preparando os planos de tal modo que o empregador recebe o valor integral do
dinheiro adicional que paga.
Se você tiver imaginação e procurar um mercado mais vantajoso para seus serviços
pessoais, essa sugestão pode ser o estímulo que esta procurando. A idéia é capaz
de trazer uma renda bem maior que a do módico, advogado, ou
engenheiro “médios”, cuja instrução exigiu muitos anos de faculdade.
Não há preço fixo para idéias boas!
Atrás de todas as idéias está o conhecimento especializado. Infelizmente, para
os que não encontram riquezas na abundância, o conhecimento especializado é mais
abundante e mais fácil de adquirir que idéias. Por causa dessa verdade, há
uma
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exigência universal e oportunidades sempre crescentes
para a pessoa capaz de ajudar homens e mulheres a vender, com vantagens, seus
serviços pessoais. Capacidade significa imaginação, a única qualidade necessária
para combinar conhecimento especializado com idéias, na forma de planos
organizados, destinados a atrair riquezas.
Se você tiver imaginação, esse capítulo ira presenteá-lo com uma idéia que será
suficiente para o começo das riquezas que deseja. Lembre-se de que a idéia é a
coisa mais importante. Conhecimento especializado pode ser encontrado logo ali
na esquina – qualquer esquina!
PONTOS A FIXAR:
Conhecimento e apenas um poder potencial.
Você pode organizá-lo de modo a dar-lhe planos de ação definidos, dirigidos a um
fim definido.
Abra a mente à instrução que vem da experiência e do contato com outras mentes.
Henry Ford foi suficientemente “ignorante” para fazer fortuna.
Use uma ou todas as cinco fontes de conhecimento que esse capítulo lhe fornece.
É fácil adquirir conhecimentos.
Se você não estiver pronto para vender um produto, pode vender seus serviços ou
idéias por muito bom preço. Homens de mais de sessenta anos tiveram muito
sucesso ao fazê-lo. O plano deu enorme impulso ascensional a milhares de jovens
autodisciplinados.
O projeto fornecido neste capítulo pode fazê-lo iniciar-se com uma vantagem de
dez anos em qualquer emprego.
O conhecimento pavimenta a
estrada para a riqueza – quando você sabe qual a estrada a tomar.
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