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Folhetos
(2) de Campanha, com Apresentação da SHB: eleições para a
Constituinte, 1986.
[Primeiro folheto, folha de rosto]
NÃO AO
CONTINUÍSMO
VOTE NO
HUMANITARISMO
[foto]
SISSON – 2277
DEP.
FEDERAL
[página 1]
POR QUE SOU CANDIDATO?
Sou candidato porque acredito que tenho condições de
contribuir para o melhoramento da nossa política. Que nossa
política vai muito mal é um fato que a maioria pode ver ou,
pelo menos, sentir na própria pele, pois quando a política
vai mal, todo o resto da sociedade vai mal. Por que isso
acontece? Porque através da política escolhemos nossos
principais governantes, os quais tomam as grandes decisões
da Nação. Essas grandes decisões afetam nossas vidas,
gostemos ou não disso. Quando essas grandes decisões são
falhas, ou mal direcionadas, a conseqüência bem visível é a
miséria de muitos, a violência, a corrupção, os privilégios,
a impunidade, e assim por diante. Penso que todos
concordarão que essas são as condições do nosso Brasil neste
momento, mesmo nesta chamada “nova república”, que de nova
tem quase nada, pois na realidade muito pouco mudou desse
quadro de aflições e conflitos. O fato que muitos não
percebem, por se tratar de realidades de enorme amplitude, é
que a situação continua tão penosa porque as grandes
decisões continuam falhas, e que essa seqüência de causa e
efeito acontece sempre, até mesmo porque o exemplo deve vir
necessariamente dos dirigentes.
Mas, se é bem verdade que a maioria pode ver ou, pelo menos,
sentir na pele, que a política (e em conseqüência o povo)
vai muito mal, também é verdade que muitos poucos podem e,
menos ainda, promover na prática uma solução para tal
situação. De fato, talvez a maioria acredite que seja
impossível uma solução real. Quem sabe por terem sido tantas
vezes iludidos com falsas promessas. Seja lá como for,
sempre temos a tendência de julgar segundo aquilo que nós
mesmos sabemos e podemos, e, como a maioria não tem sido
capaz de vislumbrar uma solução, tende a acreditar que não
existe solução alguma, e que esse mundo deve ser,
necessariamente, um lugar de misérias sem fim. Isso faz
crescer uma desesperança sem par, um desinteresse pela
política e, pior do que isso, a crença de que a política
nunca deixará de ser assim mesmo, um palco de falsidades e
de interesses mesquinhos.
Sou candidato porque penso que as coisas podem e devem
mudar. Mas não desejo ser mais um mercador de falsas
esperanças. Sou candidato menos para destruir e mais para
construir, menos para criticar e mais para mostrar e criar,
na prática, soluções. Muito embora, infelizmente, um pouco
de crítica seja necessário para mostrar o erro, essa crítica
pode ser feita sempre com respeito e simpatia por aqueles
que erram, afinal, quem de nós não erra?
O primeiro passo de qualquer solução reside na compreensão
do que está errado. No texto (anexo) sobre o Humanitarismo,
mostro que o que está errado são nossas idéias mestras e que
precisamos de princípios verdadeiros. Que esses princípios
farão nascer novas formas de organização política. Que essas
novas formas de organização política permitirão que os mais
capazes cheguem a ser os governantes (mais capazes tanto
moral quanto tecnicamente). Que governantes capazes tomarão
as grandes decisões de forma competente, no sentido de gerar
o bem-estar do povo.
Mas falar (e escrever) é mais fácil do que fazer na prática.
Por essa razão criou-se a Sociedade Humanitarista no Brasil.
Para por em prática essas idéias. Ela foi criada tanto para
os que desejam auxiliar, como para os que mais precisam de
auxílio. Nela busca-se trabalhar com humildade e atitude
experimental, mas também com firme determinação.
[página 2]
Sou candidato para divulgar essas idéias. Para convidá-lo a
conhecer e participar dessa Sociedade Humanitarista. Sou
candidato também para ajudar na construção dessa Sociedade,
pois, no futuro, ela poderá dar origem a um novo partido
político, um partido muito diferente dos que existem hoje.
Mas nada de promessas falsas, antes assumo compromissos e
ofereço oportunidades reais. A Sociedade Humanitarista está
ai, para os que querem ajudar e para os que precisam de
ajuda. É um fato, não uma promessa vazia. Quais, então, os
compromissos que assumo?
Meu primeiro compromisso é doar para a Sociedade
Humanitarista no Brasil 90% (noventa por cento) do meu
salário como deputado federal, bem como metade dos salários
de todos os meus auxiliares na Câmara Federal.
Como deputado federal, e na Constituinte, assumo o
compromisso de lutar pelas seguintes causas, as quais são
exemplos entre as principais e não excluem outras tantas;
–
Igualdade legal entre os sexos, bem como proteção do
Estado a todas as mães, através da criação de um salário
mãe-carente, dignificando a importantíssima função social da
maternidade.
–
Correção das perdas sofridas pelos aposentados e
pensionistas da Previdência Social, bem como pelo
estabelecimento de pensões e aposentadorias mais justas.
–
Criação de um salário-desemprego para todos os
desempregados, mesmo aos que não tenham ainda contribuído
para a Previdência Social, incluindo-se nessa categoria
todos os menores carentes, para dignificar e proteger a
infância e a adolescência.
–
Economia de mercado com liberdade e crédito para as
micro, pequenas e médias empresas, porém com rígido controle
estatal (não estatização) sobre as grandes empresas.
–
Severa legislação contra todas as discriminações
raciais.
–
Ampla liberdade de crenças e de organização política.
–
Defesa intransigente do ambiente natural, incluindo
também a flora e os animais silvestres, com estabelecimento
de severa legislação protetora do ambiente natural e de
todos os animais, domésticos e selvagens, destacando-se
imediata proibição da matança de baleias em todo o
território nacional.
–
Estabelecimento de um novo tipo de sistema eleitoral
que garanta, efetivamente, oportunidades políticas iguais
para todos (vide texto anexo sobre o Humanitarismo), com
término do voto obrigatório.
–
Estabelecimento de teto máximo de 20 (vinte) salários
mínimos para todos os cargos públicos, incluindo deputados,
senadores, juízes, Presidência da República, e todas as
empresas públicas, para dignificar o serviço público e
terminar com os “marajás” do setor público, num país onde
existem tantos miseráveis.
Finalmente, sou candidato para tentar cumprir com o meu
dever. Se você concorda com esse projeto político, cumpra
também com o seu dever. Ninguém é tão pobre que não tenha
nada para dar. Faça cópias e divulgue esses textos entre os
seus conhecidos e, melhor ainda, filie-se à Sociedade
Humanitarista no Brasil.
[página 3]
O HUMANITARISMO E A SOCIEDADE HUMANITARISTA NO BRASIL
(SHB):
Uma breve apresentação
Se procurarmos em um bom dicionário, como o de Aurélio
Buarque de Holanda Ferreira, encontraremos para a palavra
“humanitário” os seguintes significados: 1) Aquele que
deseja e trabalha para o bem da humanidade, considerada
coletivamente; filantropo. 2) Que visa o bem-estar da
humanidade. 3) Que ama os seus semelhantes; bondoso;
benfeitor; humano. Da mesma forma, encontraremos para a
palavra “humanitarismo”, que é derivada da primeira, os
seguintes significados: 1) Amor à humanidade; filantropia.
2) Doutrina filosófica e política que visa a eliminar as
injustiças reinantes no mundo a fim de alcançar a felicidade
humana.
Assim sendo, a Sociedade Humanitarista no Brasil (SHB) é uma
organização que visa o melhoramento das condições físicas e
psicológicas da humanidade, coletivamente considerada, por
meio da promoção e aplicação prática das idéias
humanitaristas. Os princípios humanitaristas aceitos pela
SHB são os seguintes:
1)
Todos os indivíduos constituem uma FRATERNIDADE.
2)
Todos os indivíduos possuem IGUAL VALOR.
3)
Os indivíduos possuem CAPACIDADES DIFERENCIADAS.
4)
Todos os indivíduos têm direito a IGUAIS
OPORTUNIDADES.
Essas são as idéias mestras da SHB. Toda a doutrina
filosófica e política que a SHB objetiva difundir, bem como
sua estrutura organizacional e seu programa de ação,
inspiram-se nesses quatro princípios centrais, não podendo
contradizê-los. São idéias amplas e universais e podem ser
aceitas tanto pelo homem profundamente religioso, quanto
pelo homem que aceite uma filosofia agnóstica ou
materialista. Por essa razão, a SHB não pede que seus
filiados abandonem suas crenças ou descrenças, exceto aquilo
que contradiga essas idéias mestras. Na verdade, a SHB busca
demonstrar a possibilidade da convivência harmoniosa entre
os que aceitam diferentes credos ou filosofias, desde que
possam concordar em alguns princípios amplos e universais.
Talvez isso pareça pouco ao homem de visão limitada,
contudo, a SHB sustenta que a principal razão da existência
de tantas misérias, sofrimentos e conflitos no mundo reside,
justamente, em uma crise de idéias mestras. De fato, se
tivermos a capacidade de exame crítico ao nível dos grandes
sistemas de idéias filosóficas e políticas dos nossos dias,
perceberemos a existência de dois sistemas dominantes, que
podem ser denominados de neoliberalismo e neomarxismo.
Perceberemos que a grande maioria das nações está dominada
por um ou outro desses sistemas e que as demais, como a
África do Sul [obs: naquela data], ou o Irã e a Líbia,
parecem exemplos ainda piores que as outras. Perceberemos,
finalmente, que ambos os sistemas fundamentam-se em
princípios muito diferentes que os do Humanitarismo.
Um exemplo simples talvez esclareça um pouco mais essa
questão tão importante para o bem-estar de toda a
humanidade. Por que existe tanta miséria no mundo? Porque os
governantes são incapazes e impotentes ou, se quisermos,
incompetentes na promoção do bem-estar de seus povos. Por
que os povos têm governantes incompetentes, tanto em termos
morais quanto técnicos? Porque os sistemas de escolha de
escolha dos governantes não permitem que os mais capazes
cheguem aos cargos de maior responsabilidade – que é a única
solução efetiva! Por que os sistemas de escolha dos
governantes não permitem que os mais capazes cheguem aos
cargos maiores? Porque estão fundamentados em princípios
falsos, princípios que dominam as mentes da maioria das
elites instruídas das nações. Princípios que por serem
falsos não vislumbram a humanidade como uma FRATERNIDADE,
onde todos possuem IGUAL VALOR, porém CAPACIDADES
DIFERENCIADAS, e que, por conseqüência, não asseguram IGUAIS
OPORTUNIDADES.
[página 4]
Evidentemente, nos sistemas neomarxistas de escolha dos
governantes não são garantidas oportunidades iguais. Como
existe um único partido político, se o indivíduo não
concordar com as idéias desse partido estará automaticamente
excluído de qualquer oportunidade de participação, que dizer
de alcançar os cargos de chefia da Nação. Nos sistemas
neoliberais também não há oportunidades iguais, a exemplo do
Brasil nesse momento, pois nos processos eleitorais de
grandes massas as campanhas são caríssimas, envolvendo
imensos recursos financeiros, bem como acesso aos meios de
comunicação de massa. Como a maioria possui poucos recursos,
e os meios de comunicação de massa são detidos por grupos
privados, a maioria fica, também nesse sistema,
completamente excluída de oportunidades reais de alcançar
êxito em uma batalha tão flagrantemente desigual. Por isso,
a esmagadora maioria dos que são eleitos para as assembléias
superiores, bem como para os cargos de maior
responsabilidade, são ricos, ou comprometidos e financiados
pelos ricos; ou artistas, atletas e comunicadores de massa,
pelo fato de aparecerem freqüentemente nos veículos de
comunicação massiva. Merecem também ser citados, entre os
privilegiados por esse sistema tão corrompido, os pequenos e
grandes demagogos, capazes de encantar as massas inocentes,
com seus apelos ao baixo emocionalismo, suas falsas
promessas, sua arrogante e falsa oratória. Nunca deveríamos
esquecer o exemplo de Hitler, que chegou ao poder em um
sistema neoliberal de eleições e foi eleito ditador pela
maioria de um dos povos mais instruídos. As poucas exceções
que escapam dessa regra [domínio dos ricos e dos demagogos]
são de pouca importância, a não ser para iludir os menos
avisados, uma vez que as decisões são de maioria, e a
maioria, obviamente se enquadra nessa regra.
A maioria dos indivíduos é inocente, na medida em que não
pode perceber esses fatos e, menos ainda, que esses sistemas
estão baseados em princípios falsos. O neoliberalismo
baseia-se na suposição falsa de que “todo o homem é lobo do
homem” (homo homini lupus) e daí surge uma
desconfiança fundamental. Pensa-se ali que o Estado é um
tipo de “mal necessário” e que, portanto, quanto menor for o
Estado será melhor – é o ideal do Estado mínimo. O mesmo
nesse Estado mínimo, o poder deve estar repartido. É o que
se chama na ciência política de “teoria dos contrapesos”, um
poder controlando os demais, e vice-versa. Cria-se dessa
forma um Estado impotente, incompetente e protetor dos ricos
e privilegiados, que tem na miséria de muitos o seu
complemento necessário (na verdade, na miséria da maioria,
se considerarmos a humanidade coletivamente).
O neomarxismo baseia-se na suposição igualmente falsa de que
os homens são basicamente frutos do meio material em que
vivem (a marxismo também é chamado de materialismo
dialético) e que se a exploração de uns sobre os outros for
abolida (de uma classe sobre outra, no capitalismo), então
os homens se tornarão conscientes e bons (em conseqüência do
meio), a tal ponto que o Estado não seria mais necessário e
daria lugar a uma sociedade comunista (daí o nome
“comunismo”), onde as coisas necessárias são abundantes e de
posse comum. Ali a propriedade privada é o mal a ser
combatido e o Estado que, no marxismo, não passa de um
instrumento de exploração, um mal a ser, no futuro,
totalmente superado.
[página 5]
Não é difícil perceber que enquanto o liberalismo nivela a
humanidade “por baixo” (homem lobo do homem), o marxismo
nivela a humanidade “por cima” (tal como dizia Rousseau
“todo homem nasce bom, a sociedade é que o corrompe”).
Exatamente nesse ponto centra-se a crise de idéias mestras,
o erro de ambos os sistemas dominantes em nossa época, pois
a humanidade não pode ser nivelada, exceto em seu valor
essencial, ou espiritual. O Humanitarismo baseia-se no
conceito de FRATERNIDADE, de uma família humana. Onde, muito
embora todos tenham igual valor, as capacidades são muito
diferentes, como em qualquer família real pode ser
facilmente constatado. Contudo, em uma família bem
estruturada, isso não acarretará prejuízo a ninguém, apenas
implicará em mais deveres para os mais capazes. Esse é o
princípio que o Humanitarismo oferece como alternativa aos
igualitarismos de direita e de esquerda, os falsos
nivelamentos do liberalismo e do marxismo. Nada há de nove
nesses princípios. As escrituras das grandes religiões os
afirmam, a exemplo da bela parábola dos talentos, na Bíblia.
Porém, também podem ser aceitos por um cientista estudioso
da genética humana, mesmo sendo agnóstico.
Desses princípios deriva-se um sistema diferente de escolha
dos governantes, o qual garante ao mesmo tempo liberdade e
igualdade de oportunidades para todos. Trata-se de um
sistema de representação gradual, do tipo “cascata” ou
“árvore invertida”. O processo de escolha dos governantes se
inicia ao nível de pequenas comunidades eleitorais, que
corresponderiam, aproximadamente, aos bairros das grandes
cidades, ou às cidades bem pequenas. Nesse nível há eleições
livres e freqüentes de um colégio de representantes do
“bairro”, ou pequena cidade. Esses representantes, por seu
turno, se reuniriam em assembléias de micro-regiões, ou
grupamento de bairros nas grandes metrópoles, e elegeriam
representantes do nível seguinte. Esses, então, elegeriam os
representantes “estaduais”, os quais elegeriam os
representantes nacionais, e esses, quem sabe um dia, os
mundias.
Reflitamos na diferença que faria um sistema de escolha de
governantes desse tipo. Na verdade, tão condicionados
estamos pela miséria atual que mal o podemos imaginar. Mas,
com base nesse simples exemplo, fica a pergunta: se os
atuais sistemas já demonstraram sua incompetência, por que
não darmos aos princípios do Humanitarismo a oportunidade de
um teste justo?
Esse o espírito da Sociedade Humanitarista no Brasil, a
qual, respeitosamente, o convida a conhecê-la e, quem sabe,
cooperar em seu trabalho em prol de bem-estar da humanidade.
Todos estão convidados. Os que mais podem auxiliar, como os
que mais necessitam de auxílio e amparo. Os miseráveis e os
ricos. Os virtuosos e os que não podem resistir aos vícios.
Os sábios e os inocentes. Porque todos são irmãos, todos
constituem uma FRATERNIDADE, todos são filhos da família
humana.
Sede atual da SHB: [endereço da época]
– – – – – –
Segundo Folheto de Campanha (o menor):
[folha de rosto]
NÃO AO
CONTINUÍSMO
VOTE NO HUMANITARISMO
[foto]
SISSON – 2277
DEP. FEDERAL
[folha do verso]
Porto Alegre, 24/09/1986.
Caro(a) Sr(a).,
Em suas mãos o início de um novo movimento político: o
HUMANITARISMO. Na forma proposta, é inédito e nasceu no Rio
Grande do Sul. Os princípios fundamentais do Humanitarismo
são apenas quatro:
5)
Todos os indivíduos constituem uma FRATERNIDADE.
6)
Todos os indivíduos possuem IGUAL VALOR.
7)
Os indivíduos possuem CAPACIDADES DIFERENCIADAS.
8)
Todos os indivíduos têm direito a IGUAIS
OPORTUNIDADES.
A simples aplicação lógica desses princípios nos permite
perceber uma CRISE DE IDÉIAS MESTRAS, na época que vivemos,
de onde se derivam sistemas políticos injustos e
incompetentes. Ficando na realidade brasileira, vemos um
sistema de escolha de dirigentes onde a grande maioria
eleita está composta de três categorias: os ricos (porque as
campanhas são muito caras); os comunicadores de massa
(comentaristas, apresentadores, artistas, atletas etc.); e
por fim os demagogos. Isso SEMPRE ACONTECE NESSE SISTEMA
porque a maioria do povo é inocente e incapaz de bem avaliar
as grandes questões políticas. Basta refletir que nesse
momento da Constituinte mais de 70% (setenta por cento) dos
eleitores de nosso Estado não sabem o que é uma
Constituinte. Imagine-se no Nordeste. Por essa razão o
Humanitarismo propõe um novo sistema de escolha dos
dirigentes, o qual se encontra descrito no outro folheto
sobre o Humanitarismo. Esse sistema é o único que garante
liberdade com oportunidades iguais. É adaptado às diferentes
capacidades, pois propõe que os primeiros representantes
sejam eleitos nos bairros onde todos sabem se há esgotos, se
a água ou o transporte chegam até a vila, e assim por
diante. Por fim, é um sistema que garante condições para que
medidas efetivas sejam possam ser implantadas, pois tão
somente a sociedade bem organizada pode gerar a força
política capaz de garantir um mínimo de bem estar para
todos. Enquanto o exemplo não vier de cima isso não será
possível, como ocorre ano após ano, década após década.
Resolvi ser candidato a deputado federal para dar início ao
Movimento Humanitarista e sou muito grato ao PL (Partido
Liberal) por essa oportunidade e por permitir que apresente
o Humanitarismo com inteira liberdade. Minha eleição
tornaria viável o início desse Movimento com uma abrangência
nacional, inclusive com a criação do Partido Humanitarista
no Brasil (PHB). Contudo, mesmo não sendo eleito continuarei
tranqüilamente nesse caminho.
Disponho de recursos financeiros limitados e, dessa forma, a
única chance que tenho de ser eleito é contando com a
colaboração voluntária de muitas pessoas, cada um fazendo um
pequeno esforço, dentro de suas capacidades.
Em termos concretos peço que cada simpatizante faça, PELO
MENOS, 10 (dez) fotocópias dessa carta, do folheto, e da
parte com os dados do candidato, enviando para parentes e
conhecidos, pedindo que eles, por sua vez, também continuem
com essa corrente. Nela reside a única chance.
Muitos receberão essa carta sem o folheto maior sobre o
Humanitarismo e meus compromissos como constituinte e
deputado federal, por falta de recursos, porém todos os que
se interessarem podem escrever que o receberão com certeza.
Espero que alguns se disponham a fazer um esforço maior de
divulgação. Esses podem pedir mais material, por carta ou
telefone.
Que cada um pergunte a si mesmo, em silêncio, se tem
contribuído para a solução, ou para aumentar a dor e a
miséria do mundo. Se é parte do problema, ou parte da
solução. E que todos lembrem que:
“Pequenos esforços engenhosamente combinados
Tornam-se extraordinariamente poderosos.
Elefantes furiosos são amarrados
Por um cordão de fibras gramíneas entrelaçadas.”
A todos, mesmo os que discordarem do Humanitarismo, ou que
fizerem um julgamento desfavorável desse que escreve, meus
mais sinceros votos de felicidade duradoura e meu integral
respeito. Fraternalmente,
ARNALDO SISSON FILHO
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